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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Câmara vota nesta quarta denúncia contra Michel Temer e ministros

O plenário da Câmara deve votar nesta quarta-feira (25) a segunda denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer.

Temer é denunciado pelos crimes de obstrução da Justiça e organização criminosa. No mesmo processo, são denunciados ainda os ministros Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, por organização criminosa.

Durante a votação, os deputados irão decidir se autorizam o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigar o presidente e os ministros. Para isso, são necessários que 342 dos 513 deputados votem pela autorização do prosseguimento da denúncia na Justiça, conforme determina a Constituição Federal. Se isso não ocorrer, a denúncia fica suspensa e o presidente só poderá ser processado após deixar o mandato.

A denúncia já foi analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que aprovou o parecer do relator Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) pela inadmissibilidade da denúncia.

Rito da votação

A sessão no plenário destinada a votar o parecer aprovado na CCJ está prevista para começar às 9h. O rito da votação deve tomar todo o dia.

Para iniciar a sessão, é preciso quórum mínimo de 52 deputados. Depois de alcançado esse número, o relator terá 25 minutos para apresentar seu parecer em plenário.

Em seguida, cada um dos advogados dos três denunciados poderá se manifestar pelo mesmo tempo do relator.

Apresentados o parecer e as defesas, deputados favoráveis e contrários à denúncia poderão discutir a matéria por até cinco minutos cada um. Quando dois parlamentares de cada lado tiverem falado, poderá ser apresentado um requerimento de encerramento da discussão que deverá ser submetido à votação do plenário.


domingo, 22 de outubro de 2017

Temer se reúne em jantar com aliados para checar votos da segunda denúncia

O presidente Michel Temer reúne aliados em um jantar hoje à noite no Palácio do Jaburu para checagem de votos da segunda denúncia. Na última votação, o governo obteve 263 votos. A expectativa agora é alcançar entre 260 e 270 votos.

O Planalto não quer fazer menos do que da primeira vez e reconhece que ainda tem muito aliado insatisfeito com a liberação de emendas.

Do Mario Flávio

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Mais uma vitória de Temer na Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou relatório do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG) que recomenda a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer por organização criminosa e obstrução de Justiça. Por 39 votos a 26 e uma abstenção, prevaleceu o entendimento de que a acusação da Procuradoria-Geral da República não deve prosperar por falta de provas. 

Do Mario Flávio

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Datafolha: Governo Temer tem aprovação de 5%

A pesquisa do instituto Datafolha divulgada hoje pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente da República, Michel Temer (PMDB):

Ruim/péssimo: 73%
Regular: 20%
Ótimo/bom: 5%
Não sabe: 2%

O Datafolha ouviu 2.772 pessoas, em 194 municípios, nos dias 27 e 28 de setembro de 2017. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança da pesquisa divulgada nesta segunda-feira, segundo o Datafolha, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos percentuais, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

Em junho, a pesquisa anterior do Datafolha sobre a aprovação do governo Temer apontou que 7% o consideravam bom ou ótimo; 69% o consideravam ruim ou péssimo; e 23% avaliavam o governo como regular.

Recorde de reprovação

Segundo o jornal "Folha de S.Paulo", os números da pesquisa de aprovação do governo Temer divulgados nesta segunda-feira registram que o peemedebista se tornou o presidente mais rejeitado pela população desde a redemocratização.

Ainda de acordo com o jornal, Temer superou nesta pesquisa a pior taxa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que, em agosto de 2015, havia registrado 71% de ruim ou péssimo no levantamento do Datafolha.

Além disso, conforme a publicação, os 5% de ótimo ou bom registrados na avaliação ao governo Temer nesta pesquisa é o índice mais baixo de aprovação desde setembro de 1989, quando o então presidente José Sarney obteve o mesmo índice em meio à crise da hiperinflação.

Do G1 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Denuncia contra Temer será enviada à Câmara

Com seis votos a favor, o Supremo Tribunal Federal (STF) já formou maioria para aprovar o envio à Câmara dos Deputados da denúncia do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer (PMDB) por obstrução de justiça e organização criminosa.

O plenário do Supremo avalia pedido da defesa do presidente para que seja suspensa a tramitação da denúncia até que chegue ao final uma revisão sobre a delação dos executivos do grupo JBS. O acordo de colaboração premiada firmado com o Ministério Público Federal pode ser anulado em razão da omissão de fatos pelos delatores Joesley Batista, dono da companhia, e Ricardo Saud, diretor de relações institucionais da empresa.

Além do relator da Operação Lava Jato na Corte, Edson Fachin, negaram o pedido de Temer os ministros Alexandre de Moraes, Luis Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski. O ministro Dias Toffoli foi o único a divergir até agora e concordar em parte com o pedido de Temer. Para ele, o relator Fachin tem a prerrogativa de analisar liminarmente a denúncia – e, portanto, a validade ou não das delações da JBS – antes de enviar a denúncia à Câmara.

Veja Online

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Temer desembarca na China para cúpula do Brics

O presidente Michel Temer desembarcou na manhã desta quinta-feira (31) por volta das 9h50 (22h50 de quarta-feira no horário de Brasília) em Pequim onde terá reuniões com o presidente Xi Jinping e investidores chineses, antes de participar da 9ª Cúpula do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), entre 3 e 5 de setembro na cidade chinesa de Xiamen.

Temer vai apresentar às autoridades e empresários chineses o pacote de concessões e privatizações de aeroportos, portos, rodovias e linhas de transmissão lançado na semana passada pelo governo, que inclui a venda de parte da Eletrobras.

Nesta quinta-feira, Temer terá reuniões com os presidentes das gigantes do setor elétrico State Grid Corporation of China e China Three Gorges Corporation, da empresa de telecomunicações Huawei e do grupo empresarial HNA.

Visita de Estado

Na visita de Estado desta sexta-feira (1º), além do presidente Xi, Temer terá encontros com o primeiro-ministro Li Keqiang e com o presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Yu Zhengsheng.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, a visita ocorre a convite do presidente Xi Jinping e reflete o compromisso dos países com o aprofundamento de sua parceria estratégica. “Na ocasião, deverão ser debatidas medidas, entre outras, para a diversificação do comércio bilateral e a realização de novos investimentos chineses no Brasil, bem como ações de cooperação cultural e consular”, informa, por meio de nota, o Itamaraty.

No sábado (2), Temer participará em Pequim de seminário sobre oportunidades de investimentos, quando apresentará a empresários chineses a agenda de reformas e os projetos de concessões e privatizações do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009. Em 2016, o intercâmbio bilateral alcançou US$ 58,5 bilhões, sendo que as exportações do Brasil para a China totalizaram US$ 35,13 bilhões com um superávit brasileiro de US$ 11,76 bilhões. Este ano, o país asiático comprou 25% de tudo o que foi exportado pelo Brasil. No ano passado, a China foi o terceiro maior investidor no Brasil atrás de Estados Unidos e Suíça com investimentos em setores estratégicos como infraestrutura e energia.(Agência Brasil)

Do Magno Martins


Gilmar Mendes dá 10 dias para Temer explicar decreto sobre Reserva Nacional do Cobre

Após a decisão, a AGU informou que vai recorrer contra a decisão do magistrado. Foto: Evaristo Sá/AFP
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou nesta quarta-feira que o presidente Michel Temer (PMDB) se explique sobre o decreto que extingue a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), localizada entre os estados do Pará e do Amapá no prazo de 10 dias.

Mendes ainda determinou que a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifeste sobre o pedido feito pelo PSOL para que a Corte anule o decreto presidencial.

“Notifique-se a autoridade coatora para apresentar informações (art. 7º, I, da Lei 12.016/09). Dê-se ciência do feito à Advocacia-Geral da União, nos termos do art. 7º, II, da Lei 12.016/2009. Em seguida, retornem os autos para apreciação da liminar. Publique-se”, determinou o ministro.

Em nota divulgada à imprensa, o PSOL informou que decidiu aguardar o desenrolar de outras ações contra o decreto que estão em tramitação na primeira instância da Justiça. No entanto, a decisão foi anunciada após Gilmar Mendes ter sido escolhido eletronicamente como relator do mandado de segurança protocolado pela legenda.

Na prática, ao dar andamento ao processo, a decisão do ministro inviabiliza a desistência da ação.

Na manhã de hoje, o juiz Rolando Spanholo, da 21ª Vara Federal de Brasília, determinou a suspensão dos efeitos de “todo e qualquer ato administrativo tendente a extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca)”.

O magistrado atendeu a um pedido feito em ação popular aberta pelo cidadão Antônio Carlos Fernandes, segundo a qual a área de proteção não poderia ser extinta por meio de decreto, mas somente por projeto de lei, como previsto na legislação ambiental.

Após a decisão, a AGU informou que vai recorrer contra a decisão do magistrado.

Do Diario de Pernambuco 

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Maioria dos brasileiros reprova a reforma trabalhista

Pesquisa do “Vox Populi” divulgada nesta terça-feira (8) revela que 57% dos brasileiros reprovam a reforma trabalhista que foi aprovada recentemente pelo Congresso Nacional.

Eles acham que as mudanças havidas na CLT beneficiam apenas os empresários. Já 72% afirmam que o desemprego vai aumentar e 14% que não sofrerá alterações.

Segundo a última pesquisa do IBGE, já são mais de 13,5 milhões de desempregados no país, dos quais 2 milhões perderam o emprego no governo do presidente Michel Temer.

De acordo ainda com a pesquisa, que foi encomendada pela CUT, apenas 3% dos entrevistados consideram a reforma boa para os empregados. Outros 15% acham que ela não é boa para ninguém, 12% que é boa para ambos e 14% não souberam ou não quiseram responder o questionário.

A maior rejeição à reforma trabalhista foi constatada no Nordeste. Para 63% dos nordestinos, a nova lei vai beneficiar apenas os patrões. Entre os homens, o índice chega a 58%.

Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, os percentuais de reprovação só não ultrapassaram os 90% porque os trabalhadores ainda não sabem direito o que significam as novas regras.

“Temer institucionalizou o bico, acabou com a carteira assinada e deu segurança jurídica para os patrões fazerem o que bem entenderem com os trabalhadores”, disse ele.

“O governo e o Congresso Nacional esconderam dos trabalhadores que a reforma acaba com garantias incluídas na CLT. Disseram apenas que geraria empregos, o que não é verdade. Não disseram, por exemplo, que os empregos decentes serão substituídos por empregos precários, com salários mais baixos e sem benefícios, entre tantas outras desgraças previstas na nova lei trabalhista”, acrescentou Vagner Freitas.

A pesquisa CUT/Vox Populi, realizada nos dias 29 e 31 de julho com 1.999 questionários e sua margem de erro é de 2,2 %, para mais ou para menos.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Temer diz que não vai enviar proposta de aumento do IR ao Congresso

O Palácio do Planalto divulgou há pouco nota em que o governo descarta enviar ao Congresso Nacional projeto para aumentar a alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Física. A possibilidade de elevação provocou reação negativa de integrantes da base aliada e de outros setores. 

Segundo a Presidência, quando o presidente Michel Temer declarou que existem estudos para elevar o IR, ele fez uma "menção genérica"a estudos em andamento no governo.  “A Presidência da República não encaminhará proposta de elevação do Imposto de Renda ao Congresso Nacional. O presidente Michel Temer fez hoje menção genérica a estudos da área econômica, que são permanentemente feitos”, diz trecho da nota.

De acordo com o Planalto, os estudos são “focados prioritariamente em reduzir despesas e cortar gastos, na tentativa obstinada de evitar o aumento da carga tributária brasileira”.

Depois de participar hoje (8) da abertura do 27º Congresso Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Temer admitiu a existência de estudos sobre o aumento da alíquota do Imposto de Renda, mas afirmou que não há nada decidido. "Há estudos, os mais variados estudos, estudos que se fazem rotineiramente. A todo o momento a Fazenda, o Planejamento, os setores da economia, fazem esses estudos. E este é um dos estudos que está sendo feito, mas nada decidido", afirmou na capital paulista.

Após participar do Congresso da Fenabrave no final da tarde de hoje, em São Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou os estudos, porém disse que não foram trazidos para sua análise. "Quando se ouve essa questão de estudos é uma questão de transparência. Acho que isso deve ser falado para sentir a reação da sociedade. Evidentemente que uma reação forte é normal, legítima e correta. As pessoas têm que se manifestar mesmo. Mas às vezes posso concordar com uma reação, ou não. Essa é uma questão de opinião pessoal. Mas é importante que se tenha uma reação", disse o ministro.

A possibilidade de aumentar a alíquota do IR foi criticada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aliado do governo. Segundo Maia, uma eventual proposta desse tipo “não passa na Câmara”.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, também, em nota, criticou a possibilidade, ressaltando que há uma “enorme defasagem” que “já pune reiteradamente o contribuinte”. “No momento em que enfrentamos um altíssimo índice de desemprego, apresentar aumento de tributos da forma que vem sendo feito pelo governo é impor mais prejuízos aos cidadãos que já sofrem na conjuntura atual”, disse o presidente da OAB.

domingo, 6 de agosto de 2017

"Reforma da previdência não será tão abramgente" diz Michel Temer

Temer admite que reforma política é prioritária, mas quer a da previdência sendo feita em paralelo (Foto: André Dusek/AE)
O projeto de uma revisão ampla das regras previdenciárias a partir deste ano parece estar mesmo fadado à fixação de uma idade mínima para a aposentadoria. Tanto que o presidente Michel Temer (PMDB) prefere substituir o termo “reforma” por “atualização”, e já admite que uma nova mudança deve ser necessária daqui a alguns anos. “Sendo a reforma possível, não será tão abrangente como deveria”, disse Temer, que espera também igualar as regras dos servidores públicos aos da iniciativa privada. Na segunda parte da entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo , o presidente se mostrou otimista: acredita que conseguirá tocar ao mesmo tempo no Congresso também as reformas tributária e política. Mais positivo ainda, aposta em uma taxa básica de juros (Selic) de 7% ao ano no fim de 2017. O relatório oficial do Banco Central prevê 8% ao ano para a taxa em dezembro. Em julho, a Selic voltou a registrar um dígito, pela primeira vez em quatro anos. Segue a entrevista.

A reforma da Previdência, que é considerada prioritária, parou.

Não é a única do meu governo. Peço licença para contestá-la. Porque, na verdade, não é prioritária, ela foi a última proposta. Primeiro nós propusemos o teto dos gastos públicos, o que significa cortar na própria carne, e foi aprovado por uma maioria significativa. Depois, a reforma do ensino médio e a reforma trabalhista. Depois as várias… Eu não poderia relacionar as mais de cem medidas que tomamos. A última que propusemos foi a reforma previdenciária, aprovada por uma comissão especial da Câmara, quando muitos alardeavam e pregavam que não seria aprovada. Depois, houve, aí reconheço, uma breve paralisação, por força de recesso e outros eventos que ocorreram na Câmara, mas vamos retomá-la. E continuar a discuti-la nos mesmos moldes que foi discutida ao longo de todo o período.
O que é, hoje, prioritário para o sr.: a reforma da Previdência, a política, como quer a base, ou a tributária, como disse o ministro Antonio Imbassahy?
Acho que as três devem caminhar juntas. A reforma política deve ser aprovada até o final de setembro para poder valer para a próxima eleição. Portanto, é prioritária. De igual maneira, a simplificação tributária. Eu mesmo – não são deputados nem a minha equipe que têm falado – tenho dito que um dos objetivos é fazer a simplificação tributária. E ao mesmo tempo a Previdência. São três prioridades.

A reforma da Previdência sai agora?

Temos tido muita colaboração do Congresso. O presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) acha que poderá votar na Câmara até o começo de setembro. Essa agora é uma decisão do Congresso Nacional, não é mais uma decisão nossa. A matéria está sob exame da Câmara no presente momento e depois do Senado. Mas vejo no Rodrigo Maia um presidente que quer as reformas, assim como o presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE), lá no Senado. Portanto, acho que ela sai. Mas eu não quero fazer previsão porque não quero interferir no Congresso. Acho que até outubro ela deve sair.

Se tivesse que escolher prioridade para o semestre legislativo, qual seria?

Escolho as três. Elas são importantes igualmente. A política, a simplificação tributária e a previdenciária. Acho que o que vai caminhar muito celeremente é a da Previdência e a política, por causa do prazo que mencionei.

É possível que a reforma da Previdência se resuma mesmo à idade mínima?

Muitas vezes chamo a reforma de atualização previdenciária. Se vocês fizerem um retrospecto histórico, verificarão que a cada oito, dez anos, há uma atualização. Porque o mundo está mudando, a idade vai mudando, as condições vão mudando. Eu mesmo fui relator da reforma da Previdência em 1995, 1996. Anos depois, em 2003, 2004, foi preciso fazer uma nova atualização. Depois, mesmo no governo anterior, foi preciso propor novas regras de atualização previdenciária. E agora, igualmente, nova atualização. A gente faz agora a reforma que é possível. E sendo uma reforma possível, ela não será tão abrangente como deveria sê-lo. Então é possível que daqui a seis, sete, oito anos, tenha que fazer uma nova atualização.

E a reforma possível agora é só a idade mínima?

Não, acho que é idade e a quebra dos privilégios. A questão de igualar a previdência privada com a pública é fundamental. As pessoas não suportam mais a história de diferenças, de privilégios. A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, ou mesmo homens e mulheres são iguais em direitos e deveres. Na verdade, o mote constitucional é dizer que não poderá haver distinções entre pessoas. A não ser que haja distinções pautadas por correlação lógica entre a discriminação e o fato que leva a discriminar. Agora, eu pergunto: Será que há uma discriminação possível entre quem está no serviço público e quem está na previdência privada? Não há razão para essa distinção. Esses dois fatos me parecem importantes.

O governo anunciou corte adicional de quase R$ 6 bilhões nas despesas e está cada vez mais claro que vai haver revisão da meta neste ano. Para quanto o déficit de R$ 139 bilhões vai aumentar?

Em primeiro lugar quero dizer que este é um governo que não mente. Quando temos dificuldade, nós todos, a área econômica, vamos a público e dizemos como está a situação. Neste momento em que houve contingenciamento foi porque, de fato, não havia como permanecer com aquelas verbas sem sair da meta. Estamos agora procurando meios e modos de reduzir o contingenciamento, portanto fazer voltar verbas. Não sabemos se será necessário ou não aumentar o limite da meta. Se for, diremos claramente. Mas, não tenho valores, não tenho números.

O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) já admitiu a possibilidade de revisão.


Ele já conversou comigo sobre isso. Ficamos de conversar outras vezes para verificar qual seria o montante, se necessário.

Não tem ideia se ficará no mesmo nível do ano passado?

Não, ainda não tenho. E acho que ninguém tem no governo.

E a necessidade de elevação de tributos para aumentar a arrecadação, não apenas este ano, mas para 2018, que já começa no vermelho?

Já elevamos PIS/Cofins só combustíveis; não pegou serviços, não pegou outras áreas.

Outros tributos podem ser elevados?

Isso tudo está sendo estudado com muita calma. Não há nenhuma definição. Eu nem devia estar dizendo isso porque vocês vão publicar que estamos examinando tributos sobre dividendos. Exames sempre existem.
É que o governo está amargando uma frustração grande na arrecadação…


É que você não está querendo dar os dados positivos. Se quiser, verá que, depois de muitos anos, pela primeira vez, nos últimos três meses temos índices positivos de emprego. Em segundo lugar, depois de muito tempo, quando peguei o governo, a inflação era de 10,70% e hoje é de 3,5% (pelo cálculo de junho do IBGE, a taxa está em 3%). Depois de muito tempo, a Selic que era 14,25% está em 9,25% e até mesmo pode chegar ao fim do ano entre 7% e 7 5%. São dados positivos, que vejo que as pessoas se esquecem.

A Selic vai chegar a 7% a.a. em 2017?
Em 7,5% com muita possibilidade.

O senhor acredita que a arrecadação com a repatriação foi muito mais fraca do que o esperado por não incluir políticos e parentes de políticos?

A segunda chamada foi mais fraca. Não sei dizer o porquê. Confesso que não tenho os dados. Mas obedeço ao que o Congresso estabeleceu. O Congresso proibiu (parentes de políticos), nem discuto.

Do Estadão Conteúdo

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Fora os ministros, só 3 deputados pernambucanos irão votar a favor de Temer na próxima quarta (2)

Está marcada para a próxima quarta-feira (2) a reunião da Câmara Federal para decidir se autoriza ou não o Supremo Tribunal Federal (STF) a processar e julgar o presidente Michel Temer pela suposta prática de crime de corrupção passiva. A autorização para que Temer seja processado precisa do apoio de 342 deputados, mas a oposição não tem esses votos.

O quórum mínimo para a abertura da sessão são 51 deputados e a Ordem do Dia poderá ser iniciada com o registro de presença de 52 parlamentares. Iniciada a Ordem do Dia, o relator da denúncia na CCJ, deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que votou pelo seu arquivamento, falará por 25 minutos, seguido pelo presidente Michel Temer ou por seu advogado, que também terão a 25 minutos.

Após falarem quatro oradores, dois contrários e dois favoráveis ao afastamento, poderá ser apresentado requerimento de encerramento da discussão, desde que ao menos 257 deputados tenham registrado presença.

Já a votação propriamente dita do parecer de Ali-Ackel somente poderá ser iniciada com o registro de presença de 342 deputados. Segundo a Secretaria-Geral da Mesa, a ordem de votação será a mesma adotada na votação do impeachment de Dilma Rousseff: os parlamentares serão chamados em ordem alfabética, por Estado, alternadamente do Norte para o Sul e vice-versa.

Da bancada de Pernambuco, composta por 25 parlamentares, apenas três – fora os ministros – estão decididos a votar pelo arquivamento da denúncia: Fernando Monteiro (PP), Luciano Bivar (PSL) e Guilherme Coelho (PSDB).

Estão indecisos Jorge Côrte Real (PTB), Eduardo da Fonte (PP), Ricardo Teobaldo (Podemos), Marinaldo Rosendo (PSB), Cadoca (sem partido) e Zeca Cavalcanti (PTB).

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Governo Temer é aprovado por apenas 5%, diz CNI/Ibope

Com a pior taxa desde o fim da ditadura, o governo do presidente Michel Temer é avaliado como ótimo ou bom por apenas 5% dos brasileiros — queda de cinco pontos percentuais em relação à última pesquisa. Outros 83% desaprovam a maneira como o peemedebista governa, enquanto 11% a aprovam. Os dados são de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Ibope, divulgada na manhã desta quinta-feira. A série histórica foi iniciada com a redemocratização, em levantamento de março de 1986 com o ex-presidente José Sarney.

Nesta quinta-feira, o índice de rejeição a Temer — os que consideram o governo ruim ou péssimo — foi de 70%. Para 21%, o governo é regular. E 3% não souberam avaliar ou não responderam. Já a confiança no presidente da República é de 10%, ante de 87% de desconfiança.

Se comparado ao governo Dilma Rousseff, 52% acham o governo Temer pior. Para 35%, é igual. E há 11% que acham a gestão Temer melhor do que a da antecessora, da qual o peemedebista era vice-presidente. As perspectivas ao restante do governo são ruins ou péssimas para 65%, regulares para 22% e ótimas ou boas para 9%.

Nove áreas de atuação do governo foram avaliadas. A pior foi “impostos”, com 87% de desaprovação. Apesar de na semana passada o governo federal ter aumentado impostos sobre combustíveis, a pesquisa foi feita antes disso. Em seguida, em desaprovações decrescentes, vêm saúde (85%), taxa de juros, segurança pública e combate ao desemprego (as três com 84%), combate à fome e à pobreza ( 80%), combate à inflação (77%), educação (75%) e meio ambiente (70%).

Na pesquisa de março, as notícias mais lembradas (26%) eram sobre “discussões sobre a reforma da Previdência”. Já agora, as mais mencionadas são em relação a “corrupção no governo” (16%). Reforma trabalhista (10%), operação Lava-Jato (9%), denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer por corrupção passiva (8%) e a reforma da Previdência (4%), que está parada na Câmara há quase três meses, fecham a conta das cinco mais recordadas. Das 15 colocadas na pesquisa como mais frequentes, apenas duas não são diretamente negativas ao presidente: uma sobre a condenação de Lula e outra sobre a reforma trabalhista.

Também foram elencadas, por ordem decrescente: desemprego (3%), pedido de impeachment de Temer (3%), crise política nacional (2%), manifestações nacionais (2%), prisão de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer — flagrado recebendo R$ 500 mil da JBS — (2%), crise financeira dos estados (2%), greves e paralisações nacionais (1%), condenação do ex-presidente Lula na Lava-Jato (1%), liberação de verbas para parlamentares votarem a favor de Michel Temer (1%), rejeição da denúncia contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) (1%).

5% lembraram-se de notícias com menos de 0,5% de citações, 10% não responderam notícia alguma, ao passo que 36% não souberam ou não responderam. 64% percebem o noticiário como mais desfavorável ao governo, enquanto 12% acham que é mais favorável. 13% não consideram nem favorável, nem desfavorável.

O jeito de Temer governar é mais desaprovado nas capitais (86%) do que no interior (69%). Já analisando a renda familiar dos entrevistados, os que têm renda familiar acima de cinco salários mínimos foram mais simpáticos ao presidente: 22% de aprovação da maneira de governar. Se em famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos 66% acham o governo Temer ruim ou péssimo, nas famílias com renda de até dois salários a taxa sobre para 72%.

No último levantamento, feito em 31 de março, 10% avaliaram o governo como ótimo ou bom; 31%, regular; 55%, ruim ou péssimo; e 4% não souberam ou não responderam. Antes dessa pesquisa, em dezembro de 2016, Michel Temer era aprovado por 13% dos entrevistados. 46% consideravam o governo ruim ou péssimo e 35%, regular. Outros 6% não souberam opinar ou não responderam.

A pesquisa CNI/Ibope desta quinta-feira foi realizada entre os dias 13 e 16 deste mês, com 2 mil pessoas em 125 municípios brasileiros, e tem margem de erro de dois pontos percentuais. O nível de confiança do levantamento é de 95%.

Do Jornal O Globo

terça-feira, 25 de julho de 2017

Pesquisa aponta que Temer é rejeitado por 94% dos brasileiros

Cerca de 94% dos brasileiros desaprovam a maneira na qual o Presidente Michel Temer atua no comando do país, e 95% da população também enxerga que o país está no rumo errado. O levantamento foi feito pelo Pulso Brasil, uma pesquisa mensal realizada pela Ipsos Public Affairs. Os dados ainda apontam que 96% população acredita na Operação Lava-Jato, e que esta deve continuar até o fim, custe o que custar. 

A pesquisa ouviu 1.200 pessoas em 73 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Os dados ainda apontaram que 85% da população avalia a gestão do atual presidente como ruim ou péssima, a pior desde que Temer assumiu o poder. 

O estudo ainda aponta que 83% da população crê que a Lava-Jato pode fortalecer a democracia, e 95% são a favor da continuidade da operação, mesmo que traga instabilidade política e econômica. 

Personalidades públicas e políticas

A pesquisa também aponta que Michel Temer é a figura pública e política mais mal avaliada, com 93% de desaprovação. Foi levado em conta a atuação de 32 personalidades, e o presidente é seguido por Eduardo Cunha (92%), Aécio Neves (92%) e Renan Calheiros (84%). 

No momento, os nomes mais bem avaliados pela população são os do apresentador Luciano Huck, do juiz Sérgio Moro e do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Por motivo de segurança presidente adia visita à Caruaru

Por meio de nota a assessoria do ministro Bruno Araujo confirmou que o evento para lançar o cartão reforma foi adiado para a semana que vem. O presidente Michel Temer quer participar do evento e por isso foi adiado. Segue a íntegra da nota:

“Em virtude da confirmação de participação do Excelentíssimo Sr. Presidente da República, Michel Temer, no evento de entrega do primeiro Cartão Reforma, em Caruaru (PE), informamos o reagendamento para a próxima terça-feira (25), às 10h, atendendo às orientações do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República para viabilização de logística e protocolo de deslocamento da Comitiva Presidencial.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Um dia após condenação, Lula se lança como candidato à Presidência

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se colocou nesta quinta-feira como pré-candidato a presidente da República nas eleições de 2018. Lula disse que será um candidato "com problemas jurídicos", se referindo à condenação a nove anos e meio por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro, nessa quarta-feira (12).

Lula se lança candidato um dia depois de ser condenado por Moro. "Acredito que é uma tentativa (condenação) para me tirar do jogo político", avaliou Lula.

"Se com essa sentença, eles acham que me tiraram do jogo, estou no jogo. Vou reivindicar do meu partido o direito de postular a candidatura à presidência da República", disse Lula.

O ex-presidente disse também que quem acredita que a sentença dessa quarta-feira decretou o seu fim "está enganado".

Lula lembrou que a condenação dessa quarta-feira (12) fora prevista em artigo, assinado por ele e publicado no jornal Folha de S. Paulo, em outubro do ano passado, com o título de "por que querem me condenar". Naquela época, recorda o ex-presidente, ele tinha convicção que seria condenado. "Porque contaram uma mentira tantas vezes contra o Lula, que ficariam desmoralizados se não me condenassem", justificou.

Papel rasurado

Lula destacou ainda que foi condenado sem provas. "O que eles apresentam como prova, é uma papel que estava rasurado, que poderia até ser eles que fizeram, que não estava assinado e me perguntaram se eu conhecia", criticou. Em vídeo, durante depoimento ao juiz Sérgio Moro, Lula diz que não conhecia a origem do documento, porque não estava assinado.

O ex-presidente também reiterou o desafio feito em outras oportunidades: "Se alguém nesta país tiver uma prova contra mim, que mostre".

Lula reclamou ainda o fato de ter que pagar multa de aproximadamente R$ 700 mil à Petrobras, conforme sentença do juiz Sérgio Moro. O ex-presidente disse que poderiam dar a ele o triplex, se referindo ao apartamento no Guarujá, no litoral paulista, pivô de sua condenação. "Para que eu possa vendê-lo e pagar a multa", justificou.

Democracia

"O estado de direito democrático está sendo jogado na lata de lixo", disse Lula ao comentar, pela primeira vez em entrevista à imprensa, a sentença do juiz Sergio Moro.

"Eles estão destruindo os fundamentos da democracia no nosso país", afirmou Lula ao se defender de acusações. 

Atos

Em apoio ao ex-presidente, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) convocou ato para o dia 20 nas capitais e cidades do país com mote 'eleição sem Lula é fraude'.

O ex-presidente afirmou, ao iniciar a coletiva, que não quis falar com a imprensa nessa quarta-feira (12) sobre a sentença de Moro porque teve que ver o Corinthians vencer o Palmeira. Lula disse que não teve tempo de analisar a condenação e nem falar com seus advogados por causa do jogo, vencido pelo Corinthians por 2 a 0.

Ao começar suas declarações, Lula disse que Moro tem um "enorme otimismo" sobre ele. "Pela condenação, de 19 anos sem exercer um cargo público, significa que ele está permitindo que eu vá ser candidato em 2036. Isso significa que eu vou viver muito e vocês vão ter que me suportar", afirmou o petista.

"Não é o Lula que pretendem condenar, é o projeto político que me represento", disse o ex-presidente. A sentença tem "componente político muito forte", disse Lula, ressaltando que o texto tem mais de 900 parágrafos, dos quais apenas cinco da defesa foram incorporados ao texto. "Moro precisou escrever 60 páginas para justificar a acusação", disse Lula.

Por Iracema Amaral 

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Temer libera empréstimo de R$ 600 milhões para Pernambuco

Em visita a Pernambuco, neste domingo (28), o presidente Michel Temer anunciou que “se compromete” a agilizar a liberação de R$ 600 milhões para o Estado, via empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para conclusão de obras preventivas de convivência com fortes chuvas, como as que atingiram municípios pernambucanos neste fim de semana.

“Nós nos comprometemos a levar adiante, mais uma vez, as obras de caráter preventivo. O financiamento já está aprovado pela Secretaria do Tesouro Nacional. Comprometi-me com o governador a providenciar a liberação desse empréstimo”, disse o presidente à Imprensa.

O governador Paulo Câmara disse que o Governo do Estado trabalha com um prazo estimado de 48 horas para elaborar plano de ação e ter uma dimensão da ajuda emergencial que precisará ter do Governo Federal. “As ações envolvem questões humanitárias, de salvamento. Está disponibilizada parte das Forças Armadas para resgate de pessoas, o Governo Federal se comprometem também a montar um hospital campana para a questão da Mata Sul, principalmente em Rio Formoso, onde o hospital foi destruído. O dia a dia vai dizer o quantitativo dessas medidas e o volume”, diz Câmara.

Da FolhaPE

domingo, 28 de maio de 2017

Michel Temer vai a Pernambuco avaliar prejuízos causados pelas chuvas, diz ministro

Rio Formoso, uma das cidades atingidas pelas chuvas, no Litoral Sul de Pernambuco (Foto: Bruno Grubertt/TV Globo)
O presidente da República, Michel Temer, deve desembarcar ainda neste domingo (28) em Pernambuco, para avaliar os estragos provocados pelas chuvas. A informação é do ministro das Cidades, Bruno Araújo.

"O presidente está indo para Maceió e, em seguida, segue para Pernambuco, devendo chegar à noite", afirmou, por telefone. O ministro se encontra no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, de onde tenta embarcar para vir ao Recife, participar de reunião com o governo do estado.

Bruno Araújo afirmou que o governo federal já tomou duas medidas para tentar amenizar os prejuízos nos municípios pernambucanos. De acordo com ele, o Ministério das Cidades está realizando o levantamento de todas as obras existentes em municípios atingidos. "O presidente me autorizou a realizar a priorização dos recursos financeiros para essas obras". Ainda segundo Araújo, o Ministério da Integração Nacional disponibilizou toda a estrutura da Defesa Civil para ações emergenciais na região.

Entenda o caso

Os últimos dois dias foram de chuvas intensas em municípios da Zona da Mata Sul e do Agreste de Pernambuco, causando vários estragos. Em Lagoa dos Gatos, um casal morreu soterrado, após o deslizamento de uma barreira. Em Caruaru, duas pessoas estão desaparecidas. A Prefeitura de Barra de Guabiraba registrou cerca de 4 mil desabrigados. Em Cortês, o deslizamento de encostas deixou mais de 40 famílias desalojadas. Em Palmares, a Defesa Civil emitiu alerta sobre o nível do Rio Una. Em Barreiros, a Defesa Civil retirou moradores de oito bairros às margens do Rio Una.

Alagoas

Neste domingo (28), o presidente Michel Temer cancelou a reunião que havia agendado no período da tarde com o novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, para sobrevoar as áreas atingidas pela chuva em Alagoas. O estado vizinho também enfrenta problemas por conta das chuvas, em Maceió e municípios da Região Metropolitana. Quatro pessoas morreram e outras quatro estão desaparecidas.

Do G1 Caruaru

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Humberto Costa acusa Temer e Jungmann de desequilibrados e irresponsáveis

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) considerou como desastrosa a ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada por Michel Temer em Brasília, no fim da tarde dessa quarta-feira (24), e revogada na manhã de hoje. Para Humberto, a decisão de retirar as Forças Armadas das ruas da capital federal menos de 24 horas depois de autorizar a ocupação demonstra o despreparo e o desequilíbrio do governo para lidar com um tema dessa gravidade.

Para Humberto, o decreto de Temer – que pôs as Forças Armadas para exercer o controle da segurança de prédios federais na capital – era flagrantemente inconstitucional e foi pautado numa mentira. Jungmann alegou que a decisão havia sido tomada para atender a um pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que negou totalmente a informação. O decreto foi duramente criticado por parlamentares, juristas e pela imprensa internacional.

A informação da revogação do decreto chegou quando a bancada de Oposição no Senado estava em uma audiência com a presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para dar entrada em uma mandado de segurança na Corte contra a decisão de Temer. Paralelamente, a Oposição também havia apresentado um projeto de Decreto Legislativo para que o Congresso Nacional anulasse o decreto presidencial.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Em Agrestina, Manifestantes ocuparam a BR-104 e protestaram contra a Reforma da Previdência e pediram a saída do Presidente Michel Temer

Foto: Divulgação
Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Quilombolas fecharam a BR 104 em santa Teresa, Vila do município de Agrestina, na manhã desta quarta-feira (24). A manifestação provocou um congestionamento de mais de 5km.
Foto: Divulgação
Os participantes carregaram faixas pedindo a saída do presidente Michel Temer do Governo e sobre a reforma trabalhista. 
Foto: Divulgação
A Policia Rodoviária Federal, corpo de bombeiros e Polícia Militar, estiveram no local. A manifestação começou, por volta das 7h e terminou ás 8h 20 min.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

PSB pede a renúncia de Michel Temer

A Executiva Nacional do PSB decidiu neste sábado (20), por unanimidade, apoiar a renúncia do presidente Michel Temer, “como forma de acelerar a solução da crise de governabilidade” instalada no país.

O colegiado também referendou a iniciativa do presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que nesta semana subscreveu pedido de impeachment de Michel Temer, e ainda fechou questão em apoio a uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prevê eleições diretas em caso de vacância do cargo de presidente da República.

O presidente reafirmou que o PSB “não indicou nem chancelou nomes” para cargos no governo Temer. Na última quinta-feira, Siqueira defendeu a entrega imediata do cargo ocupado pelo deputado federal Fernando Coelho Filho, titular do Ministério de Minas e Energia.