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domingo, 3 de setembro de 2017

Na China, Temer atribui queda do desemprego a reforma trabalhista

Em discurso a empresários dos países dos Brics na China, o presidente Michel Temer atribuiu a recente queda do desemprego no Brasil à aprovação da reforma trabalhista. Sancionada em meados de julho, ela só entrará em vigor no mês de novembro. Temer disse que o País vive um momento de confiança e otimismo "fortes" e está "aberto" a grandes negócios.

O presidente repetiu as linhas gerais do discurso que havia feito no dia anterior a empresários brasileiros e chineses em Pequim. Disse que o país atravessa um momento de modernização, mencionou as reformas já aprovadas e afirmou que ainda pretende promover a simplificação tributária e mudanças nas regras da Previdência Social.

Chefe de uma gestão marcada por recuos e mudanças de posições, Temer afirmou que não há lugar para "improvisos" no mundo de hoje. "Quem deseja prosperar tem de fazer a lição de casa, tem de se antecipar ao futuro. E, no Brasil, para por em ordem as contas públicas, temos conduzido reformas que há muito tempo foram adiadas, mas que restituem a saúde fiscal do Estado brasileiro." O evento teve participação de cerca de 1.000 representes de grandes empresas.

No fim da tarde, Temer se reuniu no hotel em que está hospedado com dirigentes de companhias brasileiras que participam do Conselho Empresarial dos Brics: Embraer, Vale, Banco do Brasil, Weg e BRF, além da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Temer participa nesta segunda-feira da reunião de cúpula dos países dos BRICS, na cidade de Xiamen, no sul da China. O presidente também terá uma reunião bilateral com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

POR AE

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Maioria dos brasileiros reprova a reforma trabalhista

Pesquisa do “Vox Populi” divulgada nesta terça-feira (8) revela que 57% dos brasileiros reprovam a reforma trabalhista que foi aprovada recentemente pelo Congresso Nacional.

Eles acham que as mudanças havidas na CLT beneficiam apenas os empresários. Já 72% afirmam que o desemprego vai aumentar e 14% que não sofrerá alterações.

Segundo a última pesquisa do IBGE, já são mais de 13,5 milhões de desempregados no país, dos quais 2 milhões perderam o emprego no governo do presidente Michel Temer.

De acordo ainda com a pesquisa, que foi encomendada pela CUT, apenas 3% dos entrevistados consideram a reforma boa para os empregados. Outros 15% acham que ela não é boa para ninguém, 12% que é boa para ambos e 14% não souberam ou não quiseram responder o questionário.

A maior rejeição à reforma trabalhista foi constatada no Nordeste. Para 63% dos nordestinos, a nova lei vai beneficiar apenas os patrões. Entre os homens, o índice chega a 58%.

Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, os percentuais de reprovação só não ultrapassaram os 90% porque os trabalhadores ainda não sabem direito o que significam as novas regras.

“Temer institucionalizou o bico, acabou com a carteira assinada e deu segurança jurídica para os patrões fazerem o que bem entenderem com os trabalhadores”, disse ele.

“O governo e o Congresso Nacional esconderam dos trabalhadores que a reforma acaba com garantias incluídas na CLT. Disseram apenas que geraria empregos, o que não é verdade. Não disseram, por exemplo, que os empregos decentes serão substituídos por empregos precários, com salários mais baixos e sem benefícios, entre tantas outras desgraças previstas na nova lei trabalhista”, acrescentou Vagner Freitas.

A pesquisa CUT/Vox Populi, realizada nos dias 29 e 31 de julho com 1.999 questionários e sua margem de erro é de 2,2 %, para mais ou para menos.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Após 7 horas de tensão, Senado aprova reforma trabalhista

O placar foi de 50 votos favoráveis e 26 contrários. Houve apenas uma abstenção. Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Depois de muita confusão, o projeto principal da reforma trabalhista foi aprovado na noite desta terça-feira no Senado. O placar foi de 50 votos favoráveis e 26 contrários. Houve apenas uma abstenção. 

A votação do projeto de lei que muda as regras trabalhistas estava marcada para às 11h desta terça-feira, mas, desde as 12h30 estava suspensa e só foi retomada pouco antes das 19h, após as senadoras que ocupavam a mesa deixarem o local. As luzes foram acesas, novamente, após quatro horas no escuro, por volta das 16h33. 

A proposta aprovada na Casa muda pontos da legislação trabalhista como férias, jornada, remuneração e plano de carreira, além de implantar e regulamentar novas modalidades de trabalho, como o trabalho remoto (home office) e o trabalho por período (intermitente).

O projeto prevê ainda que a negociação entre empresas e trabalhadores prevalecerá sobre a lei em pontos como parcelamento das férias, flexibilização da jornada, participação nos lucros e resultados, intervalo, plano de cargos e salários, banco de horas, remuneração por produtividade e trabalho remoto.

No entanto, pontos como Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), salário-mínimo, 13º salário, seguro-desemprego, benefícios previdenciários, licença-maternidade e normas relativas à segurança e saúde do trabalhador não podem entrar na negociação.

O ponto apresentado pelas senadoras como motivador para o protesto está relacionado, principalmente, à condições de trabalho de mulheres grávidas. No atual texto, as trabalhadoras poderiam ser expostas à condições insalubres. 

Ocupação da Mesa

Por isso, as parlamentares Fatima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Ângela Portela (PT-ES), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice de Mata (PSB-BA), Regina Sousa (PT-PI) e Kátia Abreu (PMDB-TO) ocuparam o local. 

A resistência em alterar o ponto é que modificações na proposta farão com que o PL volte a Câmara dos Deputados. O que não é interesse do presidente Michel Temer (PMDB). (Com Agência Brasil)

Do Estado de Minas