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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Mais uma vitória de Temer na Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou relatório do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG) que recomenda a rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer por organização criminosa e obstrução de Justiça. Por 39 votos a 26 e uma abstenção, prevaleceu o entendimento de que a acusação da Procuradoria-Geral da República não deve prosperar por falta de provas. 

Do Mario Flávio

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Deputados de oposição visitam hospitais e obras em Caruaru

Nesta segunda-feira (4) deputados da bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco visitam a cidade de Caruaru. A ação faz parte da Caravana Pernambuco de Verdade, que cumpre agenda de visitas a obras paradas e equipamentos públicos da região.

Os hospitais São Sebastião e Regional do Agreste foram os primeiros locais visitados pela comitiva, que conta com o líder da oposição na Alepe, Silvio Costa Filho, além de Joel da Harpa, Priscila Krause e Socorro Pimentel. Na sequência, todos foram até a sede da prefeitura de Caruaru para ter uma reunião com a prefeita Raquel Lyra.

Nesta edição, além da agenda de visitas, os deputados terão encontros com lideranças empresariais e políticas da região, e às 17h vão realizar uma audiência pública na Câmara Municipal, onde devem colher queixas e sugestões de representantes dos movimentos sociais, estudantis, sindicatos e movimentos populares.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Deputados rejeitam a denúncia e Temer não será investigado

Câmara dos Deputados rejeitou há pouco a denúncia contra o presidente Michel Temer. O voto de número 172 foi da deputada Rosângela Gomes (PRB-RJ). Mas antes do voto da parlamentar, o governo já tinha conseguido matematicamente barrar a denúncia, considerando a soma dos votos a favor do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contrário à admissibilidade da denúncia, ausências (13) e abstenções (1).

Isso porque eram necessários o mínimo de 342 votos contra o parecer do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) e, com isso, autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigar o presidente. A vitória do governo foi conquistada durante a votação da bancada do Rio de Janeiro.

Com o resultado, a Câmara não aprova a admissibilidade para que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue Temer.

Com essa decisão, a denúncia é suspensa e só pode ser retomada depois que Temer deixar a Presidência da República. No dia 26 de junho, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF a denúncia contra Temer, com base na delação premiada de Joesley Batista, dono do grupo JBS. Foi a primeira vez que um presidente da República foi alvo de um pedido de investigação no exercício do mandato.

Três dias depois, a presidente do STF, ministra Cármem Lúcia, enviou ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a denúncia com pedido de autorização para que a Corte Máxima do país possa investigar Temer.

Com o impedimento da autorização, caberá ao presidente da Câmara dos Deputados comunicar ao STF o resultado da votação e a impossibilidade de abrir investigação contra o presidente.

Votação

A primeira sessão começou pontualmente às 9h. A oposição apresentou cinco requerimentos pedindo o adiamento da votação, mas todos foram rejeitados. Cinco deputados da oposição chegaram a protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) um mandado de segurança pedindo que a Corte garantisse, por meio de uma liminar com efeito imediato, a manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no plenário da Câmara. O pedido foi indeferido pela ministra Rosa Weber, do STF.

Durante a sessão, o relator do parecer Abi-Ackel e o advogado de Temer, Antônio Maris, falaram e defenderam o arquivamento da denúncia. Depois, deputados contra e a favor do parecer se revezaram no microfone para apresentar seus posicionamentos. Após cinco horas de debate, Rodrigo Maia encerrou a primeira sessão. Pelo regimento da Casa, a sessão deliberativa pode durar quatro horas, prorrogáveis por mais uma. Se não estiver em andamento nenhuma votação, a sessão deve ser encerrada e o presidente deve abrir outra. Com isso, uma nova sessão foi aberta e começou a recontagem do quórum em plenário, com a oposição voltando a apresentar os requerimentos de adiamento da votação.

A base governista reuniu quórum necessário e os debates foram retomados, com os partidos encaminhando a votação das bancadas, quando orientam os deputados como devem votar. Após o encaminhamento, Maia iniciou a votação nominal: cada deputado era chamado ao microfone para proferir seu voto.

A votação foi marcada por troca de ofensas entre governistas e oposicionistas e até momentos de tumulto.

Histórico

A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República chegou à Câmara no dia 29 de junho. Na denúncia, Temer é acusado de ter se aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo e ter recebido, por intermédio de um ex-assessor, Rodrigo Rocha Loures, “vantagem indevida” de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado pela Operação Lava Jato.

Segundo a Constituição Federal, um presidente da República só pode ser investigado no exercício do mandato se a Câmara autorizar o andamento do processo.

Durante a tramitação na Câmara, a denúncia motivou diversas discussões em torno do rito de análise e tramitação da denúncia.

A denúncia foi analisada inicialmente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e recebeu do primeiro relator, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), voto favorável para a autorização da investigação. O parecer de Zveiter foi rejeitado pela maioria dos membros da comissão, que aprovaram um parecer substitutivo, elaborado por Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), recomendando o arquivamento do processo.

Ao longo da tramitação na Câmara, o processo mobilizou a liderança da base governista em torno da busca de apoio ao presidente. Partidos da oposição também adotaram diferentes estratégias nos últimos meses na tentativa de garantir a autorização para abertura da investigação.

Os oposicionistas criticaram a troca de membros na CCJ e a liberação das emendas parlamentares antes da votação na comissão e no plenário, enquanto os governistas argumentavam que a denúncia contra Temer precisava de provas concretas e que a investigação do presidente poderia causar mais instabilidade ao país.

Da Agência Brasil 

Veja como votou os deputados de Pernambuco

Equilíbrio. Esse foi o resultado da votação da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), pelo menos na bancada federal de Pernambuco. Dos 25 deputados do Estado, 13 votaram a favor do relatório do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-SP), ou seja, contra a admissibilidade da denúncia. Outros 11 parlamentares pernambucanos votaram a contra o relatório, colocando-se a favor do prosseguimento das investigações.

VEJA COMO VOTARAM OS PERNAMBUCANOS

A favor do prosseguimento da denúncia

André de Paula
Betinho Gomes
Daniel Coelho
Gonzaga Patriota
Jarbas Vasconcelos
Luciana Santos
Pastor Eurico
Sílvio Costa
Tadeu Alencar
Wolney Queiroz

Contra o prosseguimento da denúncia:

Adalberto Cavalcanti
Augusto Coutinho
Bruno Araújo
Eduardo da Fonte
Fernando Bezerra Filho
Fernando Monteiro
Jorge Côrte Real
Luciano Bivar
Marinaldo Rosendo
Mendonça Filho
Ricardo Teobaldo
Sebastião Oliveira
Zeca Cavalcanti

Ausente:

João Fernando Coutinho

Do Portal no Detalhe