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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Filho de Eduardo Campos é lançado como candidato a Deputado Federal nas eleições de 2018

Em clima de convocação para as eleições 2018, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Pernambuco realizou ontem, no Recife Praia Hotel, o 14º Congresso Estadual. O presidente local da sigla, Sileno Guedes, foi reconduzido para o triênio 2017-2020. Foram eleitos também os membros do Diretório e da Executiva regional.

Nos discursos, o tom foi o mesmo: convocar a militância para a reeleição do governador Paulo Câmara. Participaram do congresso, Renata Campos, Felipe Carreras, Tadeu Alencar e o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira.

Outro ato que chamou a atenção de todos que estavam presente no local foi o lançamento do nome de João Campos à deputado federal por Pernambuco. João é filho do ex-governador Eduardo Campos. João Campos esteve na mesa ao lado de lideranças políticas do PSB e de sua mãe, Renata Campos, que tem nome forte no partido.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

João Lyra pode ser candidato ao Senado por Pernambuco em 2018

O ex-governador João Lyra Neto diante da dúvida do ministro das Cidades Bruno Araújo de ser candidato majoritário em 2018 confidenciou a amigos mais próximos que toparia ser candidato a senador na chapa da oposição. Vice-governador de Eduardo Campos e governador durante nove meses, João Lyra Neto através de Raquel Lyra conquistou um importante resultado em 2016 em Caruaru com a vitória da prefeitura.

Ele teria como caminho natural disputar um mandato na Câmara dos Deputados respeitando a fila que dá a vez a Bruno Araújo, mas na conta do ex-governador o PSDB não pode se dar ao luxo de ficar de fora da majoritária e por isso ele aceitaria o desafio sem maiores problemas e em caso de desistência do ministro, que estaria receoso de ficar sem mandato, a vez seria de João. A disputa pelo Senado em 2018 está animada. Depois dos Ferreira, agora é a vez dos Lyra buscar o seu espaço.

Do Folha de Caruaru

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Em Cupira, Guilherme Uchôa e Junior Uchôa para 2018

O deputado estadual Guilherme Uchôa (PDT) e seu filho Junior Uchôa (PR) podem firmar dobradinha para as eleições de 2018, em Cupira! 

De acordo com um secretário municipal de Cupira, a primeira aparição pública em Cupira pode acontecer na Festa do Papai, realizada pela Rádio Agreste FM, no próximo domingo (13). Esse será o primeiro de muitos encontros que deverão selar o acordo. “Tudo já ficou bastante alinhado nessa primeira conversa. É uma parceria saudável que será excelente para nós, porque somos da base do governo Paulo Câmara” – comentou o Secretário.

Sandoval Luna(PDT) é ligado ao presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa (PDT). No entanto, aliados do Prefeito Zé Maria(DEM) afirmaram que o deputado federal do prefeito vai ser indicado pelo ministro Mendonça, ou seja, vai impossibilitar a dobradinha entre o presidente da Assembleia e o filho. O presidente do Legislativo Municipal, Ricácio Enfermeiro (PR), poderá abraçar essa parceria no lugar de Mendonça Filho, já que o estadual dele é do PR. Perguntado sobre o assunto, Ricácio Enfermeiro desconversou e não confirmou rompimento entre eles: “Um deputado federal deve ter alianças com vários deputados estaduais, para obter a musculatura da sua candidatura. Onde ele (Junior Uchoa) já tem parceria, vai continuar. Onde for possível formar novas alianças, assim será feito” – comentou um vereador da base.

Do Wiillamar JR

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

PDT pode lançar candidatura de Zé Queiroz ao Governo de Pernambuco em 2018

Em entrevista na manhã desta quarta-feira, 02, o Deputado Federal, Wolney Queiroz (PDT-PE), deixou aberta a possibilidade de seu pai, ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), em concorrer ao Governo do Estado nas eleições de 2018. O deputado está em Brasília-DF participando da sessão da Câmara dos Deputados para analisar e votar em favor da denúncia de corrupção apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR), contra o presidente Michel Temer.

Na ocasião, Wolney falou sobre o futuro político do PDT em Pernambuco e da provável participação direta na corrida eleitoral do Estado. “O PDT pode lançar a candidatura de José Queiroz ao Palácio do Campo das Princesas, tendo em vista o Presidente Nacional da legenda, Carlos Lupi, demonstrar o seu interesse e já vim conversando sobre esta possibilidade nos últimos meses.

Wolney fez questão de lembrar ainda da importância do apoio e dedicação que ele e o pai tiveram junto às pretensões do atual modelo de governo socialista desde a época de Eduardo Campos, mas que já vem discutindo uma nova proposta política própria do PDT. “Estamos discutindo a relação, pois sempre tivemos o PSB como aliado preferencial em Pernambuco desde o tempo de Miguel Arraes e precisamos de um tratamento de maior compartilhamento de poder, ou seja, mais abertura para trabalhar em prol de um governo progressista, já que fizemos parte do arco de aliança que nos últimos anos, elegeu Geraldo Júlio (PSB) a prefeito do Recife, Eduardo Campos e Paulo Câmara na sucessão ao governo de Pernambuco, chegando a contrariar uma orientação nacional do partido, quando daí então, perdemos a presidência do PDT em Pernambuco para seguirmos com Paulo Câmara”, lembrou o Deputado.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

PT de Pernambuco vai ter candidatura própria ao governo em 2018

A Executiva estadual do PT de Pernambuco se reuniu neste domingo (30) para deliberar sobre a situação da sigla no Estado. Após a reunião ficou decidido que o PT terá candidatura própria ao governo em 2018. O nome mais cotado é o da vereadora do Recife, Marília Arraes (foto), que é prima de Eduardo Campos, neta de Miguel Arraes e dissidente do PSB. De Caruaru, participaram da reunião o vereador Daniel Finizola e o ex-secretário de Participação Social, Leonardo Bulhões.

Petista histórico, Múcio Magalhães usou as redes sociais para comentar a decisão do PT. “Uma reunião daquelas que da gosto participar! Assim foi a reunião do Diretório Regional do PT de Pernambuco hoje 30 de Julho de 2017. Um bom debate sobre a conjuntura política que marca Pernambuco e o Brasil levou a conclusões acertadas, entre elas a de reafirmar nossa luta sem tréguas contra os golpistas e suas reformas antipopulares e que o PT vai disputar a eleição de 2018 com candidatura própria ao governo estadual. Vamos avançar, fortalecendo o partido, definindo um programa de governo, construindo alianças no campo democrático e popular e escolhendo o nome que vai nos representar! É o PT firme, ao lado da classe trabalhadora”, postou.

domingo, 16 de julho de 2017

LULA AINDA É O CANDIDATO MAIS COMPETITIVO PARA 2018, DIZ SOCIÓLOGO

Para Velho Barreto, ao chegar ao poder, o PT se distanciou dos movimentos sociais e criou uma “casta” burocrática de lideranças parlamentares que se distanciaram das bases (Foto: Reprodução)
Crítico confesso das mudanças de rumo adotadas pelo PT – que, na sua opinião, trocou conscientemente a esquerda pelo centro-esquerda em nome do poder – o sociólogo e cientista político Túlio Velho Barreto, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, reconhece que o partido ainda é favorito numa eventual disputa presidencial, mesmo enfrentando um cenário adverso de envolvimento de filiados com denúncias de corrupção. Pesa ainda o fato de o PT seguir dependente de uma única figura: o ex-presidente Lula. Nesta entrevista ao Blog do Diario, Velho Barreto analisa, porém, que a situação não será resolvida de forma simples, porque além da iminência de ser preso – caso a sentença do juiz Sérgio Moro seja confirmada no tribunal de segunda instância – Lula ainda enfrentaria o que ele chama de “desfecho do golpe”, que só estaria completo se afastasse toda e qualquer chance de retorno do PT ao governo. Quanto ao preenchimento da lacuna deixada pelos petistas na esquerda brasileira, ao deslocarem-se para o centro, o estudioso afirma ser possível, mas diz que para que essa nova força torne-se eleitoralmente relevante, levará algum tempo, o que significa a manutenção do atual cenário indicados pelas pesquisas para o pleito de 2018. Leia a entrevista:

Blog do Diario – Como o sr. avalia o atual momento da esquerda neste atual contexto de avanço da direita, inclusive no Brasil?
Túlio Velho Barreto – O que temos hoje é a continuidade de uma disputa secular entre distintos projetos econômicos e políticos. Assim como a economia, a política está sujeita a ciclos, e geralmente tais ciclos estão associados. Lembremos que, após a queda do Muro de Berlim e a implosão da União Soviética, isso na passagem dos anos 1980 para 1990, houve uma onda chamada de “neoliberal” em que projetos econômicos e políticos andaram juntos. Com o fracasso desses projetos, a esquerda, aqui entendida em um sentido amplo, avançou, e seus projetos econômicos e políticos tornaram-se, de certa forma, hegemônicos, particularmente na América do Sul. O problema é que os avanços estruturais foram poucos. As reformas foram insuficientes.

Blog – Mas alguma coisa deu errado, não?
Túlio – A esquerda foi tímida no enfrentamento às bases secularmente estabelecidas pela centro-direita e direita no âmbito do sistema capitalista. Nesse período, dedicou-se mais às políticas sociais compensatórias. Enfim, esqueceu que esse é um “jogo” que nunca termina. Aliás, como chamou a atenção recentemente o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos. Dessa forma, dedicou-se à administração das crises do capitalismo, que resultaram das gestões liberais ou neoliberais do período anterior. E, veja lá, mesmo assim a esquerda tem sido golpeada do poder, aqui e alhures. Por outro lado, partidos de centro-esquerda ou de esquerda terminaram também por reproduzir a forma histórica de fazer política da direita, em especial no Brasil, mas não só aqui, abusando do fisiologismo e adotando práticas não republicanas. Sem dúvida, hoje falta à esquerda um projeto – econômico e político – que vá além de simplesmente gerir as crises do capitalismo. E isso está na raiz de suas atuais dificuldades.

Blog – Pode-se dizer que, no Brasil, esta crise está vinculada aos casos de corrupção envolvendo, por exemplo, lideranças do PT? Tal fato inviabiliza o projeto do partido de retorno ao poder?
Túlio – Na verdade, nos últimos anos vimos figuras da política brasileira, à esquerda, ao centro e à direita, envolvidas em suspeitas de corrupção. Tais fatos nos mostram que a crise vai além dos enormes problemas enfrentados pela esquerda. É uma crise da política e da representação política. E, em se tratando do PT, é preciso que se diga que a exposição intensamente negativa do partido na grande mídia já completou mais de uma década. E mesmo assim o PT só foi alijado do poder a partir de um golpe parlamentar, que teve a participação decisiva da grande mídia, dos representantes do grande capital, em especial o financeiro, da atuação parcial do Judiciário etc. Não foi resultado de uma decisão por meio de eleição, da vontade popular. E cá estamos nós conversando sobre se o PT terá ou não fôlego para disputar competitivamente as eleições de 2018. Enquanto outras legendas entraram em crise no Brasil e simplesmente desapareceram ou se maquiaram para tentar sobreviver, como o PPS e o PDS/PFL/DEM, por exemplo. E só alcançaram o poder por meio de um golpe parlamentar.

Blog – O que teria ocorrido com o PT para que se chegasse a essa situação? Há uma possibilidade de reconstrução do partido até 2018?
Túlio – O fato é que ao chegar ao poder, o PT reproduziu, como disse, o modus operandi hegemônico na política brasileira, que, nesse último período, vamos dizer, “democrático”, tem seu DNA no primeiro governo da Nova República, capitaneado exatamente pela aliança PMDB-PFL. E que foi bem expresso e entrou para a história abusando da máxima “é dando que se recebe”, erigida na segunda metade dos anos 1980, a partir do processo constituinte. O PMDB participou de todos os esquemas de corrupção desde o período em tela e, mesmo assim, sobrevive. Aliás, ressalte-se, atualmente, está no poder. E estará com ou sem Michel Temer no cargo de presidente da República assim como participou de todos os governos desde a chamada redemocratização. Ou alguém dúvida disso? Mas o PT levou mais de uma década para tornar-se um forte competidor do cenário eleitoral. E mais de duas, para tornar-se uma real opção de poder. O problema é que ficou dependente de apenas uma liderança. No caso, o ex-presidente Lula. Então, sua reconstrução, se é que podemos falar assim, dependerá muito da possibilidade de ele disputar a presidência da República em 2018.

Blog – É possível falar da esquerda no Brasil sem o PT?
Túlio – Em minha análise, desde que se estabeleceu um projeto hegemônico no interior do PT, comandado pelo ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu, após a expulsão de algumas tendências de esquerda, inclusive fundadoras do partido, e o adestramento de outras, o PT tornou-se um partido de centro-esquerda. De certa forma, é o que mais se aproxima do modelo clássico europeu da social democracia. Ou seja, um partido que nasceu com uma forte base social, sobretudo no meio operário, com a ativa participação de parcela importante da intelligentsia brasileira…

Blog – Então a crise do partido pode inviabilizar a esquerda no Brasil?
Túlio – Como dizia, o PT levou uma década para tornar-se competitivo eleitoralmente e duas, para chegar ao poder. E não se constrói partidos de massas e politicamente relevantes da noite para o dia. Daí a importância do PT no quadro político nacional e no campo que vai do centro-esquerda à esquerda. Mas a sua existência não deve e nem pode significar o preenchimento ou esgotamento desse campo. Muito pelo contrário, se afirmo que o PT é um partido de centro-esquerda, é claro que há espaço para o surgimento e a consolidação de partidos mais à esquerda no país. Mas até tornar-se eleitoralmente relevante é outra questão. A crise do PT não inviabilizou a esquerda, mas, evidentemente, criou novos desafios que talvez só sejam superados na medida em que tenhamos o surgimento de outra geração de eleitores e de líderes políticos.


Destino do PT está nas mãos do tribunal de segunda instância. Se Lula for preso ou ficar inelegível, o partido não tem outras alternativas, diz especialista (Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)

Blog – Como o sr. analisa a relação do PT no poder com os movimentos sociais?
Túlio – É importante ressaltar algumas distinções entre o que representa e o que fez o PT no poder e as possibilidades da esquerda brasileira. O PT cometeu um erro recorrente na história dos partidos políticos com o perfil e a trajetória da legenda. Algo que a literatura clássica da ciência política e da sociologia política trata de forma cirúrgica. Ou seja, partidos como o PT, quando crescem eleitoralmente, tendem a gerar em seu interior uma espécie de “casta” burocrática e a criar um segmento interno formado por lideranças parlamentares eleitas, que gradativamente vão se afastando das bases, sobretudo porque vão se diferenciando socialmente delas. E ao chegarem ao poder, muitas vezes até por falta de opção, vão incorporando suas lideranças operárias e populares às diversas instâncias da gestão pública e ao assessoramento de seus parlamentares. Tais fatos tendem a enfraquecer os movimentos sociais. E não esqueçamos que, no caso do PT, a legenda é, sem dúvida alguma, do ponto de vista partidário, a principal expressão dos movimentos sociais surgidos ou ressurgidos nos anos 1970 na luta contra a ditadura militar.

Blog – Isso seria irreversível, pelo menos até as eleições 2018?
Túlio – O fato de ter sido apeado do poder, e da forma como isso ocorreu, paradoxalmente, pode contribuir para que o partido se reaproxime de suas bases históricas, os movimentos sociais e populares. Embora certamente uma parcela não confie mais necessariamente no partido, no seu projeto político e em suas lideranças. Mas, do ponto de vista eleitoral, ainda é cedo para avaliar o impacto que o afastamento do partido de suas bases e toda essa exposição negativa dos últimos anos vá causar em 2018, bem como o envolvimento mesmo de várias de suas lideranças em casos de corrupção. Até porque isso deve atingir também outras legendas.

Blog – E a situação do ex-presidente Lula neste contexto?
Túlio – O ex-presidente Lula lidera as diversas pesquisas de intenções de voto feitas pelos institutos de opinião pública. Não esqueçamos que ele deixou o poder, após oito anos, como o presidente mais bem avaliado na história do país, quando normalmente os políticos que cumprem dois mandatos sofrem com a chamada “fadiga de materiais”. Então, sem dúvida alguma, trata-se do candidato mais competitivo do ponto de vista eleitoral no campo que vai do centro-esquerda à esquerda. E da disputa de modo geral. A questão é se ele será preso ou não após a sentença desfavorável já dada pelo juiz Sérgio Moro no âmbito da Operação Lava Jato…

Blog – O sr. considera que isso pode vir a ocorrer?
Túlio – Isso ainda depende da apreciação em segunda instância. Mas, como entendo que houve um golpe parlamentar que apeou do poder uma presidenta legitimamente eleita, para que se colocasse em prática um projeto econômico de corte liberal – aliás, diga-se de passagem, um projeto rejeitado nas urnas nos últimos quatro pleitos presidenciais – em minha análise esse golpe só estará completo se afastar toda e qualquer possibilidade de retorno de Lula ao cargo. Ou de alguém apoiado por ele ou do PT. Isso poderia significar um recuo nas medidas liberais, como as reformas da previdência e trabalhista, que vêm sendo propostas e adotadas de interesse do grande capital, sobretudo do capital financeiro e especulativo. Além, é claro, da desnacionalização de nossos recursos naturais. Isso porque o ex-presidente Lula continua sendo o mais competitivo dos candidatos nesse campo. Daí ser necessário, no caso desse campo especificamente, que se procure construir alternativas à sua prisão ou à inelegibilidade.

Do Blog do Diario

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Um dia após condenação, Lula se lança como candidato à Presidência

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se colocou nesta quinta-feira como pré-candidato a presidente da República nas eleições de 2018. Lula disse que será um candidato "com problemas jurídicos", se referindo à condenação a nove anos e meio por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro, nessa quarta-feira (12).

Lula se lança candidato um dia depois de ser condenado por Moro. "Acredito que é uma tentativa (condenação) para me tirar do jogo político", avaliou Lula.

"Se com essa sentença, eles acham que me tiraram do jogo, estou no jogo. Vou reivindicar do meu partido o direito de postular a candidatura à presidência da República", disse Lula.

O ex-presidente disse também que quem acredita que a sentença dessa quarta-feira decretou o seu fim "está enganado".

Lula lembrou que a condenação dessa quarta-feira (12) fora prevista em artigo, assinado por ele e publicado no jornal Folha de S. Paulo, em outubro do ano passado, com o título de "por que querem me condenar". Naquela época, recorda o ex-presidente, ele tinha convicção que seria condenado. "Porque contaram uma mentira tantas vezes contra o Lula, que ficariam desmoralizados se não me condenassem", justificou.

Papel rasurado

Lula destacou ainda que foi condenado sem provas. "O que eles apresentam como prova, é uma papel que estava rasurado, que poderia até ser eles que fizeram, que não estava assinado e me perguntaram se eu conhecia", criticou. Em vídeo, durante depoimento ao juiz Sérgio Moro, Lula diz que não conhecia a origem do documento, porque não estava assinado.

O ex-presidente também reiterou o desafio feito em outras oportunidades: "Se alguém nesta país tiver uma prova contra mim, que mostre".

Lula reclamou ainda o fato de ter que pagar multa de aproximadamente R$ 700 mil à Petrobras, conforme sentença do juiz Sérgio Moro. O ex-presidente disse que poderiam dar a ele o triplex, se referindo ao apartamento no Guarujá, no litoral paulista, pivô de sua condenação. "Para que eu possa vendê-lo e pagar a multa", justificou.

Democracia

"O estado de direito democrático está sendo jogado na lata de lixo", disse Lula ao comentar, pela primeira vez em entrevista à imprensa, a sentença do juiz Sergio Moro.

"Eles estão destruindo os fundamentos da democracia no nosso país", afirmou Lula ao se defender de acusações. 

Atos

Em apoio ao ex-presidente, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) convocou ato para o dia 20 nas capitais e cidades do país com mote 'eleição sem Lula é fraude'.

O ex-presidente afirmou, ao iniciar a coletiva, que não quis falar com a imprensa nessa quarta-feira (12) sobre a sentença de Moro porque teve que ver o Corinthians vencer o Palmeira. Lula disse que não teve tempo de analisar a condenação e nem falar com seus advogados por causa do jogo, vencido pelo Corinthians por 2 a 0.

Ao começar suas declarações, Lula disse que Moro tem um "enorme otimismo" sobre ele. "Pela condenação, de 19 anos sem exercer um cargo público, significa que ele está permitindo que eu vá ser candidato em 2036. Isso significa que eu vou viver muito e vocês vão ter que me suportar", afirmou o petista.

"Não é o Lula que pretendem condenar, é o projeto político que me represento", disse o ex-presidente. A sentença tem "componente político muito forte", disse Lula, ressaltando que o texto tem mais de 900 parágrafos, dos quais apenas cinco da defesa foram incorporados ao texto. "Moro precisou escrever 60 páginas para justificar a acusação", disse Lula.

Por Iracema Amaral 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Pesquisa diz que Armando Monteiro bate Paulo Câmara

Uma pesquisa de opinião realizada pelo instituto Meta Pesquisa e Consultoria, de Alagoas, mostra que, por conta de uma avaliação bastante negativa do atual governador Paulo Câmara, o cenário eleitoral estaria favorável à oposição, em 2018.

O estudo foi realizada entre os dias 19 e 23 de Junho/2017, com 1.067 questionários, aplicados em todas as regiões do Estado de Pernambuco, tendo sido encomendado pelo advogado Antônio Campos, que deixou o PSB e recentemente filiou-se ao Podemos.

Na pesquisa estimulada para governador, Armando Monteiro Neto, do PTB, aparece com 23,3%, Paulo Câmara, do PSB, com 13,2%, Mendonça Filho, do DEM, com 12,2% e Marília Arraes (PT) com 6,3% das intenções de voto.

Paulo Câmara possui a maior rejeição com 28,4%.
No cenário de segundo turno, Marília Arraes tem 10,4% e Paulo Câmara 15,2%. A vereadora recebeu o estudo nesta quinta-feira, no escritório do advogado, irmão do ex-governador Paulo Câmara.
Segundo a pesquisa, o governo Paulo Câmara é avaliado como ruim/péssimo por 58,5% da população e apenas avaliado como ótimo/bom por 15,7%, sendo a melhor avaliação na área da educação.
A segurança é o maior problema do Estado, segundo 42% da população.

A força eleitoral do presidente Lula, que tem 44,5% das intenções de voto na espontânea e 50,1% na estimulada, deverá ser um fator importante na construção do cenário da eleição em Pernambuco. Segundo a pesquisa, 47,6% dos entrevistados admitiram votar em um candidato apoiado pelo Presidente Lula.

Na eleição para presidente, o nome de João Dória, aparece com 2,1%, Marina Silva com 8% perde para Jair Bolsonaro que atinge 11,1%, na estimulada.
De acordo com a pesquisa, os candidatos vinculados ao Governo Temer, terão dificuldades eleitorais, uma vez que 87,3% dos entrevistados desaprovam o seu governo.

A disputa para o Governo do Estado certamente ainda terá influência de Lula ser ou não pessoalmente candidato à Presidente da República, demonstrando a pesquisa que o opositor a Paulo Câmara mais forte é Armando Monteiro e que a família Arraes terá papel de relevância no próximo pleito, seja eleitoralmente, seja nas alianças políticas.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Lula lidera intenções de voto com 65% em Pernambuco

A primeira pesquisa das eleições nacionais de 2018, realizada pelo instituto Uninassau, aponta que o ex-presidente Lula venceria as eleições com folga em Pernambuco. Nenhuma das questões da pesquisa citou a operação Lava Jato, mas é plausível que o eleitor de pernambuco releve as investigações que perseguem Lula.

No estado, Lula tem a preferência de 65% dos eleitores. Marina Silva (REDE) tem 6%, Jair Bolsonaro (PP) 6%. Aécio Neves e Geraldo Alckmin (PSDB), e Ciro Gomes (PDT) tem 1% cada. O presidente Michel Temer não chegou a 1%. Brancos, Nulos e Nenhum somam 11%. Não souberam/Não opinaram: 9%.

A mesma pesquisa aponta que Michel Temer seria o pior presidente da história do Brasil, com 42,8%. Dilma teria 15,6% e Collor 10,7%.

Bolsonaro é um candidato urbano

Por região, a pesquisa mostra que Lula tem mais apoio quanto mais se adentra nos rincões, mais dependente de verbas federais. No sertão do São Francisco, tem 90% das intenções de voto.

Já o candidato Bolsonaro atinge 12% no Recife, mas nas demais regiões aparece abaixo de 1%, sinalizando que é um candidato urbano.

O instituto Uninassau ouviu 2.014 pessoas em todo o estado de Pernambuco. A amostra foi coletada no Recife, Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste, Sertão e Sertão do São Francisco. A pesquisa foi feita nos dias 23 e 24 de março.

Do Blog do Jamildo

domingo, 2 de abril de 2017

Pesquisa para governar Pernambuco em 2018 mostra Armando Monteiro e Mendonça Filho

Um dado revelado neste sábado (1), pelo Instituto de Pesquisas UNINASSAU, encomendada pelo LeiaJá em parceria com o Jornal do Commercio, deve animar o petebista Armando Monteiro. Ele foi o escolhido, por 22% [estimulada] dos entrevistados, como o merecedor para governar o estado de Pernambuco, em 2018, quando ocorre a eleição majoritária no Brasil. 

Na pesquisa, chama a atenção o nome do ministro Mendonça Filho (DEM) na segunda colocação com 12%. O democrata foi alvo de inúmeras críticas e protestos por uma parte da população que foi contra a reforma do Ensino Médio, uma das pautas mais defendidas por ele, que marcou o ano de 2016 pela ocupação de estudantes e apoiadores nas instituições de ensino ocasionando uma situação caótica no país. O protesto chegou a acontecer, inclusive, em frente a sua residência, no Recife, localizada na Avenida Boa Viagem. 

O atual governador Paulo Câmara (PSB) ocupa a terceira posição com 6%, o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), aparece com 2%. Os votos em branco, nulo, bem como dos que não votariam em nenhum, não souberam ou não responderam corrobora a tese de que os recifenses continuam desacreditados na política: a soma chega a ser maior do que a dos quatros candidatos citados totalizando 58%. 

Para o coordenador do Instituto UNINASSAU, o cientista político Adriano Oliveira, apesar da posição desfavorável de Câmara no estudo, ele não tem forte opositor. “O recall do senador Armando Monteiro é baixo. Lembro que Monteiro foi o principal adversário do atual governador na eleição de 2014. O resultado, no geral, se você ler, é que Paulo não está morto porque não tem candidato na oposição”, destacou. 
O cientista se refere a primeira pesquisa da corrida eleitoral para o governo de Pernambuco daquele ano, divulgado em abril, que apontava o petebista saindo na frente no pleito da época. Ele obteve 39% das intenções de votos. Já Câmara, que até então nunca havia disputado uma eleição, apareceu com 12%. Cinco meses depois, em setembro, na última pesquisa divulgada pelo instituto, o socialista aparecia com o jogo virado com 44% da preferência contra 31% para Armando. 

Para novo sucesso eleitoral do governador de forma a garantir a reeleição, Adriano Oliveira pontuou que o ex-secretário da Fazenda precisa criar narrativas que expliquem e justifiquem a real situação do Estado para o eleitor. “E, concomitantemente, prover ações concretas para atender, em parte, as demandas dos eleitores”, explicou. 
Sobre o alto percentual de eleitores que não escolheram nenhum candidato, o coordenador acredita que “a ausência de um nome forte eleitoralmente da oposição e a alta reprovação do governador sugerem que os pernambucanos estão à procura de um líder”

Fonte:LeiaJá

segunda-feira, 13 de março de 2017

Lula irá visitar às obras da transposição do Rio São Francisco no próximo domingo

“Foi Lula quem tirou do papel o sonho da transposição, maior obra hídrica no Nordeste e que teve seu andamento assegurado pela presidente Dilma Rousseff. Neste momento em que as águas do ‘velho Chico’ chegam a cidades do semiárido de Pernambuco e da Paraíba, é preciso fazer justiça aos governos do PT, responsáveis por este sonho de 14 milhões de sertanejos transformar-se em realidade”, disse o senador pernambucano.

Ele criticou o “oportunismo” de políticos do PSDB e do DEM que antes condenavam o projeto e agora tentam posar de “pais” da transposição.


“Os tucanos foram os primeiros a agourar e até a boicotar a obra. É ridículo estarem hoje dizendo que têm responsabilidade por ela. A resposta está vindo do povo, que atesta os verdadeiros responsáveis pela obra e pedem a volta de Lula ao governo”, afirmou.

sábado, 11 de março de 2017

O ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz articula de olho em 2018

O ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz, passou dois meses de molho da política. Ele descansou na praia com a família e recebendo alguns amigos. Mas como ele mesmo prometeu, em março voltava com tudo a política e cumpriu a promessa.
Recentemente ele recebeu os vereadores Edjailson da Caru Forró e Fagner Fernandes e nesta semana o encontro foi com o deputado federal Sílvio Costa. 

Como o ex-líder do governo Dilma é um dos mais críticos do PSB em Pernambuco, o encontro ganha um peso a mais. Outro deputado que votou contra o impeachment de Dilma estava no encontro. O filho do ex-prefeito, deputado federal Wolney Queiroz. Os dois não deram muitos detalhes, mas pelo andar da carruagem, o PDT, que é presidido pelos Queiroz há mais de duas décadas segue a caminho da oposição a Paulo Câmara. 

José Queiroz deve mesmo ser o indicado a vice na chapa de Armando Monteiro e deve ter papel fundamental no palanque montado pela oposição ao PSB.

Blog Mario Flavio 

quinta-feira, 9 de março de 2017

Vice-Governador de Pernambuco pode estar fora da chapa de Paulo Câmara em 2018

Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Vice-governador e acumulando a pasta de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry (PMDB) trabalha em silêncio na rearticulação das suas bases para voltar à Câmara dos Deputados nas eleições de 2018. Desistiu do projeto de reeleição na chapa do governador Paulo Câmara ou sofre um processo de fritura antecipado? Nenhuma coisa nem outra. Numa conversa com este blogueiro, ontem, em Brasília, Henry confirmou que está renegociando o apoio de prefeitos que o elegeram federal em 2010.

Mas, segundo ele, a estratégia tem relação direta com a possibilidade do hoje deputado federal Jarbas Vasconcelos vir a disputar o Senado na chapa de reeleição do governador. “Se Jarbas entrar na chapa como postulante a senador eu terei que buscar outro caminho, porque o PMDB, embora aliado de primeira hora do PSB, não poderá ter dois espaços na chapa”, alegou.

Henry está convencido de que o cenário mais real passa pela ida de Jarbas para a chapa como candidato ao Senado. Nas idas ao Interior nos últimos meses, o vice-governador já tem tratado diretamente os prefeitos aliados como pré-candidato a deputado federal. “A prioridade do PMDB é Jarbas, nossa maior liderança”, afirmou, adiantando que os prefeitos que tem buscado as primeiras conversas são filiados ao partido ou que o apoiaram em 2010.

Para o vice-governador, voltar ao Congresso depois da experiência no Estado contribuindo com a gestão de Paulo Câmara, não deixa de ser uma experiência enriquecedora e gratificante. “Embora com vocação para o executivo, tenho muita aptidão pelo parlamento”, garante Henry, que veio a Brasília ontem para prestigiar a sessão solene alusiva às comemorações do bicentenário da Revolução de 1817.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Roberto Justus fala em possibilidade de disputar presidência do país

Roberto Justus (Créditos: Divulgação)
O empresário Roberto Justus admitiu, nesta segunda-feira, que pensa em se candidatar à presidência da República. “Eu nunca pensei nessa coisa da política na minha vida. Nunca combinava muito com o um estilo, eu sou uma pessoa um pouco diferente desse mundo político. (sic) Mas, ajudar o país, ajudar a tua nação, se isso for a uma possibilidade, eu posso até pensar no assunto”, afirmou. Justus não é filiado a nenhum partido político, mas diz que várias legendas estão flertando com ele. O publicitário diz ter mudado de opinião em relação a política brasileira e agora quer se aproximar dela. Ele não sabe se já disputaria o pleito de 2018 ou uma eleição futura, mas quer participar mais e poder contribuir com o desenvolvimento do País.

Do Blog Thiago Lagos 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Armando Monteiro pode receber apoio dos "Lyras" para concorrer ao Governo de Pernambuco



Fonte ligada aos caciques Tupiniquim, um possível acordo do grupo “Lyra” (PSDB) com o Senador Armando Monteiro (PTB) parece estar sendo costurado para que este saia candidato ao governo do estado em 2018.

Conforme esta fonte, se o deputado Wolney Queiroz aprovisionar o apoio do PDT a esta empreitada, o grupo poderá lançar seu pai, José Queiroz, candidato à vice em reciprocidade ao acordo que o partido fez quando lançou o ex-governador João Lyra Neto vice de Eduardo Campos. Em face do descontentamento crescente com o governo Paulo Câmara, Armando Monteiro tem reais chances de lograr êxito em 2018.

Texto por: Jornal de Caruaru.

O Deputado Estadual Tony Gel pode voltar a disputar um mandato para Deputado Federal em 2018

Mesmo com a derrota na eleição para à prefeitura de Caruaru, analistas avaliam que a situação não foi tão ruim para o deputado estadual Tony Gel (PMDB). Ele obteve mais de 82 mil votos, contra mais de 93 mil de Raquel Lyra (PSDB), que ficou em primeiro lugar. Esse montante daria a Tony a possibilidade de voltar a entrar numa disputa para à Câmara Federal, no cargo de deputado, que ele ocupou em três mandatos seguidos, antes de vencer a eleição para prefeito de Caruaru, no ano de 2000. Mas tudo depende da situação do deputado federal e aliado de primeira ordem de Gel, Jarbas Vasconcelos.
Se ele disputar o senado, poderia por gratidão fidelidade a Tony, ceder o espaço de deputado federal, uma vez que, o vice-governador Raul Henry (PMDB), deve disputar a reeleição na chapa de Paulo Câmara (PSB). Se tudo ocorresse nesse sentido, Gel seria candidato a uma vaga à Câmara Federal. Ele teria uma provável polarização com Wolney Queiroz (PDT) em Caruaru e teria bases em cidades como Toritama e Agrestina, além de municípios na Região Metropolitana.
ASSEMBLEIA – Se Tony for mesmo disputar uma vaga de deputado federal, ele iria fazer uma dobradinha com um candidato para disputar um mandato de deputado estadual. Muitos dos aliados de Gel queriam a presença de Raffiê Dellon, que disputou o mandato de vice na chapa de Tony e chamou atenção pelo nível de debate político. No entanto, os nomes da ex-deputada Miriam Lacerda e Tonynho Rodrigues, também estariam aptos a fazer a dobradinha. A conferir.
Do Blog do Mário Flávio