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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Governo quer aprovar Reforma da Previdência ainda esse ano

O Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que Reforma da previdência precisa ser aprovada neste ano. De acordo com ele, 75% do projeto original está mantido. Ministro da Fazenda desmentiu que será candidato a presidência em 2018 e disse que mesmo com a baixa popularidade do presidente Michel Temer, acredita que Reforma passa.

Por Mario Flavio 

domingo, 6 de agosto de 2017

"Reforma da previdência não será tão abramgente" diz Michel Temer

Temer admite que reforma política é prioritária, mas quer a da previdência sendo feita em paralelo (Foto: André Dusek/AE)
O projeto de uma revisão ampla das regras previdenciárias a partir deste ano parece estar mesmo fadado à fixação de uma idade mínima para a aposentadoria. Tanto que o presidente Michel Temer (PMDB) prefere substituir o termo “reforma” por “atualização”, e já admite que uma nova mudança deve ser necessária daqui a alguns anos. “Sendo a reforma possível, não será tão abrangente como deveria”, disse Temer, que espera também igualar as regras dos servidores públicos aos da iniciativa privada. Na segunda parte da entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo , o presidente se mostrou otimista: acredita que conseguirá tocar ao mesmo tempo no Congresso também as reformas tributária e política. Mais positivo ainda, aposta em uma taxa básica de juros (Selic) de 7% ao ano no fim de 2017. O relatório oficial do Banco Central prevê 8% ao ano para a taxa em dezembro. Em julho, a Selic voltou a registrar um dígito, pela primeira vez em quatro anos. Segue a entrevista.

A reforma da Previdência, que é considerada prioritária, parou.

Não é a única do meu governo. Peço licença para contestá-la. Porque, na verdade, não é prioritária, ela foi a última proposta. Primeiro nós propusemos o teto dos gastos públicos, o que significa cortar na própria carne, e foi aprovado por uma maioria significativa. Depois, a reforma do ensino médio e a reforma trabalhista. Depois as várias… Eu não poderia relacionar as mais de cem medidas que tomamos. A última que propusemos foi a reforma previdenciária, aprovada por uma comissão especial da Câmara, quando muitos alardeavam e pregavam que não seria aprovada. Depois, houve, aí reconheço, uma breve paralisação, por força de recesso e outros eventos que ocorreram na Câmara, mas vamos retomá-la. E continuar a discuti-la nos mesmos moldes que foi discutida ao longo de todo o período.
O que é, hoje, prioritário para o sr.: a reforma da Previdência, a política, como quer a base, ou a tributária, como disse o ministro Antonio Imbassahy?
Acho que as três devem caminhar juntas. A reforma política deve ser aprovada até o final de setembro para poder valer para a próxima eleição. Portanto, é prioritária. De igual maneira, a simplificação tributária. Eu mesmo – não são deputados nem a minha equipe que têm falado – tenho dito que um dos objetivos é fazer a simplificação tributária. E ao mesmo tempo a Previdência. São três prioridades.

A reforma da Previdência sai agora?

Temos tido muita colaboração do Congresso. O presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) acha que poderá votar na Câmara até o começo de setembro. Essa agora é uma decisão do Congresso Nacional, não é mais uma decisão nossa. A matéria está sob exame da Câmara no presente momento e depois do Senado. Mas vejo no Rodrigo Maia um presidente que quer as reformas, assim como o presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE), lá no Senado. Portanto, acho que ela sai. Mas eu não quero fazer previsão porque não quero interferir no Congresso. Acho que até outubro ela deve sair.

Se tivesse que escolher prioridade para o semestre legislativo, qual seria?

Escolho as três. Elas são importantes igualmente. A política, a simplificação tributária e a previdenciária. Acho que o que vai caminhar muito celeremente é a da Previdência e a política, por causa do prazo que mencionei.

É possível que a reforma da Previdência se resuma mesmo à idade mínima?

Muitas vezes chamo a reforma de atualização previdenciária. Se vocês fizerem um retrospecto histórico, verificarão que a cada oito, dez anos, há uma atualização. Porque o mundo está mudando, a idade vai mudando, as condições vão mudando. Eu mesmo fui relator da reforma da Previdência em 1995, 1996. Anos depois, em 2003, 2004, foi preciso fazer uma nova atualização. Depois, mesmo no governo anterior, foi preciso propor novas regras de atualização previdenciária. E agora, igualmente, nova atualização. A gente faz agora a reforma que é possível. E sendo uma reforma possível, ela não será tão abrangente como deveria sê-lo. Então é possível que daqui a seis, sete, oito anos, tenha que fazer uma nova atualização.

E a reforma possível agora é só a idade mínima?

Não, acho que é idade e a quebra dos privilégios. A questão de igualar a previdência privada com a pública é fundamental. As pessoas não suportam mais a história de diferenças, de privilégios. A Constituição determina que todos são iguais perante a lei, ou mesmo homens e mulheres são iguais em direitos e deveres. Na verdade, o mote constitucional é dizer que não poderá haver distinções entre pessoas. A não ser que haja distinções pautadas por correlação lógica entre a discriminação e o fato que leva a discriminar. Agora, eu pergunto: Será que há uma discriminação possível entre quem está no serviço público e quem está na previdência privada? Não há razão para essa distinção. Esses dois fatos me parecem importantes.

O governo anunciou corte adicional de quase R$ 6 bilhões nas despesas e está cada vez mais claro que vai haver revisão da meta neste ano. Para quanto o déficit de R$ 139 bilhões vai aumentar?

Em primeiro lugar quero dizer que este é um governo que não mente. Quando temos dificuldade, nós todos, a área econômica, vamos a público e dizemos como está a situação. Neste momento em que houve contingenciamento foi porque, de fato, não havia como permanecer com aquelas verbas sem sair da meta. Estamos agora procurando meios e modos de reduzir o contingenciamento, portanto fazer voltar verbas. Não sabemos se será necessário ou não aumentar o limite da meta. Se for, diremos claramente. Mas, não tenho valores, não tenho números.

O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) já admitiu a possibilidade de revisão.


Ele já conversou comigo sobre isso. Ficamos de conversar outras vezes para verificar qual seria o montante, se necessário.

Não tem ideia se ficará no mesmo nível do ano passado?

Não, ainda não tenho. E acho que ninguém tem no governo.

E a necessidade de elevação de tributos para aumentar a arrecadação, não apenas este ano, mas para 2018, que já começa no vermelho?

Já elevamos PIS/Cofins só combustíveis; não pegou serviços, não pegou outras áreas.

Outros tributos podem ser elevados?

Isso tudo está sendo estudado com muita calma. Não há nenhuma definição. Eu nem devia estar dizendo isso porque vocês vão publicar que estamos examinando tributos sobre dividendos. Exames sempre existem.
É que o governo está amargando uma frustração grande na arrecadação…


É que você não está querendo dar os dados positivos. Se quiser, verá que, depois de muitos anos, pela primeira vez, nos últimos três meses temos índices positivos de emprego. Em segundo lugar, depois de muito tempo, quando peguei o governo, a inflação era de 10,70% e hoje é de 3,5% (pelo cálculo de junho do IBGE, a taxa está em 3%). Depois de muito tempo, a Selic que era 14,25% está em 9,25% e até mesmo pode chegar ao fim do ano entre 7% e 7 5%. São dados positivos, que vejo que as pessoas se esquecem.

A Selic vai chegar a 7% a.a. em 2017?
Em 7,5% com muita possibilidade.

O senhor acredita que a arrecadação com a repatriação foi muito mais fraca do que o esperado por não incluir políticos e parentes de políticos?

A segunda chamada foi mais fraca. Não sei dizer o porquê. Confesso que não tenho os dados. Mas obedeço ao que o Congresso estabeleceu. O Congresso proibiu (parentes de políticos), nem discuto.

Do Estadão Conteúdo

quinta-feira, 16 de março de 2017

Justiça suspende propaganda do governo sobre a Reforma da Previdência

Foto:Divulgação
A juíza federal Marciane Bonzanini, da 1ª Vara Federal de Porto Alegre, suspendeu todos os anúncios da campanha do Governo Federal sobre o projeto da Reforma da Previdência em território nacional. A decisão é provisória e tem caráter liminar. A magistrada atendeu a ação civil pública movida por nove sindicatos do Rio Grande do Sul.

De acordo com o despacho da juíza, e atendendo a solicitação dos sindicatos, Bonzanini entendeu que o material publicitário não informa sobre os direitos previdenciários e as mudanças propostas pelo projeto e se aproveita do desconhecimento da população.

Os sindicatos apontam que o texto usado na campanha é alvo de críticas de especialistas da área da Seguridade Social e pesquisadores que questionam os métodos e cálculos utilizados pelo governo. “Salientam que essa campanha publicitária é feita mediante a criação de um clima alarmista, fundado em afirmações de déficit financeiro ao qual se colocam contrariamente estudos realizados e transmitindo a ideia de que não há outra medida que possa ser tomada para que o sistema previdenciário não venha a se tornar inviável e acabe”, escreveu a magistrada.

A juíza também determinou multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão e intimou a Advocacia Geral da União (AGU) a se posicionar em até 72 horas.
Procurada, a assessoria de imprensa da AGU informou que deve encaminhar uma nota durante a tarde desta quarta-feira (15).

Fonte:UOL

quarta-feira, 15 de março de 2017

Manifestantes realizam ato contra a Reforma da Previdência em Caruaru

Manifestação contra a reforma da Previdência foi realizada em Caruaru (Foto: Mário Flávio/G1)
Na manhã desta quarta-feira (15) a concentração da manifestação contra a Reforma da Previdência ocorreu em dois pontos na cidade de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Um em frente ao INSS e outro no centro do município, local onde os manifestantes se reuniram para sair em caminhada pelas principais ruas e avenidas.

De acordo com a organização do evento, cerca de 1.500 pessoas participaram do ato. A Polícia Militar estima a participação de 200 pessoas. Em Caruaru, os gritos de ordem foram contra a Reforma da Previdência e pedindo o pagamento integral do piso do magistério.

O protesto terminou no Marco Zero, no centro. No local, os manifestantes fizeram um revezamento de discursos e proferiram palavras de ordem contra o governo do presidente Michel Temer. O ato começou às 8h e terminou por volta das 10h.

Do G1/Caruaru

Protestos contra a Reforma da Previdência paralisam trânsito, transportes e serviços

Manifestantes queimaram pneus e fecharam a BR-101 nas imediações do viaduto de Jardim São Paulo e em Prazeres.

Manifestantes queimaram pneus e fecharam a BR-101 nas imediações do viaduto de Jardim São Paulo. Foto: Mileide Riso/ Cortesia
O Dia Nacional de Paralisação contra a Reforma da Previdência, protesto promovido por centrais sindicais, começou nesta quarta-feira afetando o trânsito, serviços de transporte e educação. Por volta das 6h40, manifestantes queimaram pneus e fecharam a BR-101 nas imediações do viaduto de Jardim São Paulo e no Terminal Integrado no Barro, no Recife. Pelo Facebook do Diario de Pernambuco, a leitora Alitsa Virginia acrescenta que os motoristas estão tentanto uma rota alternativa sentido bairro da Macaxeira. Outra manifestação fecha a BR-101 no bairro de Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, nas imediações da fábrica da Vitarela, nos dois sentidos da via. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os manifestantes se dispersaram nos dois trechos da rodovia, mas na altura do quilÔmetro 71 o trânsito ainda não foram liberado.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Pernambuco garantiu que os ônibus vão circular normalmente, mas o Sindicato dos Metroviários confirmou a adesão. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) adiantou que as Linhas Centro e Sul do metrô funcionarão das 5h às 9h e das 16h às 20h, nos horários de pico do sistema. A Linha Diesel (VLT) não terá operação.

Os trabalhadores em Educação de Pernambuco cruzam os braços e, de acordo com o sindicato da categoria, o Sintepe, a classe vai aderir à greve, que será deflagrada durante assembleia unificada, marcada para as 9h, na Praça Oswaldo Cruz, no Recife. A mobilização dos trabalhadores se posiciona contra a Reforma da Previdência e pelo cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional e foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). No dia 12 de janeiro, o Ministério da Educação reajustou o Piso Salarial Educacional em 7,64 %, que agora é de R$ 2.298,80 e precisa ser cumprido pelo governo do estado e prefeituras. Já a Reforma da Previdência retira direitos dos trabalhadores, prejudicando em grande escala especificamente as educadoras. De forma unificada, o Sintepe em conjunto com os sindicatos da educação Sinproja, Sinpc, Sinpmol, Sinpremo, Simpere e Sinpro participará da Greve Nacional.

Na Região Metropolitana do Recife, três sindicatos municipais de educação confirmaram adesão dos professores ao movimento, em Paulista, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. Na capital, o Sindicato Municipal dos Professores do Ensino Oficial do Recife (Simpere) também confirmou a presença dos profissionais da rede. “Faremos uma assembleia unificada com a educação estadual e um ato unitário histórico exigindo pagamento de 100% do piso, contra as reformas e por valorização salarial da categoria”, informou a entidade, em nota.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) também confirmou adesão. É esperada ainda a participação de professores de escolas particulares. Os colégios Salesiano, do Recife, e Academia Santa Gertrudes, de Olinda, liberaram os professores para participarem dos atos.

Os agentes penitenciários de Pernambuco também vão aderir à greve nacional anunciada pela Federação Sindical dos Servidores Penitenciários do Brasil (Fenaspen). De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária e Servidores no Sistema Penitenciário de Pernambuco (Sindasp-PE) uma série de atividades deixarão de ser realizadas pela categoria durante as 24 horas do dia 15 de março.

Serão mantidos o efetivo de 30% em um esquema de rodízio do plantão e os seguintes serviços essenciais: cumprimento de alvará de soltura; mandado de prisão e recolhimento; socorros e emergências; entrega da limentação aos presos. Outros serviços como: confecção de carteira, condução de preso à permanência a pedido de advogado ou visita, não serão realizados.

Segundo a categoria, a decisão pelo estado de greve serve como um alerta para a necessidade de aprovação da emenda constitucional de número 308/2004, que cria a polícia penal e padroniza a categoria, que recebe denominações diferentes em cada estado do País. A diferença entre as denominações atribuídas aos agentes, segundo o Sindasp, dificulta a inclusão deles nos planos e projetos elaborados para a segurança pública. "Sempre somos esquecidos em projetos por não sermos reconhecidos como uma categoria com denominação comum. Precisamos da unificação para que os agentes tenham direitos reconhecidos legalmente", afirmou o presidente da Sindasp-PE, João Carvalho. Os agentes penitenciários fazem custódia de presos, controlam e disciplinam as atividades nos presídios. Até mesmo quando acontecem motins e rebeliões, os agentes são acionados para apaziguar a situação, segudo Carvalho.

Do Diario de Pernambuco