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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Humberto diz que ministro debocha de pernambucanos

Em discurso no Senado, o líder da Oposição, Humberto Costa, rebateu as declarações do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), sobre a possível retirada de parte da produção de hemoderivados do Estado para levar para o Paraná, reduto eleitoral do ministro. Para Humberto, Barroso faltou com o respeito aos pernambucanos.

“Estamos diante de um ministro que, além de usar de meias verdades e de soluções ilegais e tecnicamente questionáveis, ainda usa do deboche para dizer que não pretende voltar atrás. Um ministro que, diante de uma questão tão grave para toda uma região, aperta a tecla “virem-se”, dá as costas e vai embora”, afirmou.

Segundo Humberto, a decisão do ministro não é baseada em critérios técnicos. “Está tudo feito na base da pressa e da irresponsabilidade. Primeiro porque já existe um consórcio semelhante em andamento no SUS. Depois, pelo currículo das empresas envolvidas. A Octapharma já chegou a ser condenada pelo Cade. E a Tecpar por duas teve projeto de PDP na área de sangue reprovado. Até porque sua área de especialização é a de produtos veterinários”, denuciou Humberto

O senador também voltou a reforçar a necessidade de uma frente suprapartidária contra o desmonte da fábrica de Pernambuco. “Não deve haver disputas, mas união em torno da algo que é extremamente danoso para Pernambuco. Infelizmente, isto não está sendo levado em conta por quem mais deveria estar lutando pelo Estado. Falo dos quatro ministros pernambucanos (do DEM, do PSDB, do PPS e do PSB) que não deram ainda uma palavra a respeito do caso. Seria muito exigir altivez desses senhores cujo interesse maior está nos atos publicados no Diário Oficial, nos seus próprios interesses e dos patrocinadores de suas pastas. Mas, pelo menos, uma mensagem de apoio a uma luta que tem que ser de todos”, disse.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Humberto Costa acusa Temer e Jungmann de desequilibrados e irresponsáveis

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) considerou como desastrosa a ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada por Michel Temer em Brasília, no fim da tarde dessa quarta-feira (24), e revogada na manhã de hoje. Para Humberto, a decisão de retirar as Forças Armadas das ruas da capital federal menos de 24 horas depois de autorizar a ocupação demonstra o despreparo e o desequilíbrio do governo para lidar com um tema dessa gravidade.

Para Humberto, o decreto de Temer – que pôs as Forças Armadas para exercer o controle da segurança de prédios federais na capital – era flagrantemente inconstitucional e foi pautado numa mentira. Jungmann alegou que a decisão havia sido tomada para atender a um pedido do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que negou totalmente a informação. O decreto foi duramente criticado por parlamentares, juristas e pela imprensa internacional.

A informação da revogação do decreto chegou quando a bancada de Oposição no Senado estava em uma audiência com a presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, para dar entrada em uma mandado de segurança na Corte contra a decisão de Temer. Paralelamente, a Oposição também havia apresentado um projeto de Decreto Legislativo para que o Congresso Nacional anulasse o decreto presidencial.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Humberto comemora liderança de Lula em pesquisa de intenção de voto para presidente

Pesquisa divulgada nessa quarta-feira (15) pelo Instituto CNT/MDA atesta que o ex-presidente Lula lidera as intenções de voto, em todos os cenários de 1º e 2º turno, para as eleições de 2018. 
O ex-presidente lidera em toda a pesquisa, tanto na espontânea quanto na estimulada. Na espontânea, Lula tem 16,6% de intenção de voto, seguido por Bolsonaro (6,5%), Aécio Neves (2,2%) e Marina Silva (1,8%). O instituto também imaginou seis cenários para o 2º turno, Lula aparece em três deles e vence todos eles.

“Mesmo faltando um ano e meio para as eleições de 2018, a pesquisa comprova que o ex-presidente é o favorito para vencer o pleito. Eles estão querendo destruir Lula, mas estão conseguindo exatamente o contrário, que é fortalecê-lo”, afirmou Humberto.

No pior desempenho do petista, na pesquisa estimulada para o 1º turno, Lula aparece com 30,5%, quase o triplo da segunda colocada, Marina Silva, que ficou com 11,8%. Já no 2º turno, o menor percentual que Lula alcança é de 38,9%. Na comparação com a pesquisa da CNT/MDA, realizada em outubro de 2016, o ex-presidente obteve um aumento de quase 6%. O instituto divulgou que Lula teria 24,8%, no 1º turno, no seu pior desempenho na pesquisa estimulada.

“A tendência é exatamente essa, de crescimento. Quanto mais próximos chegamos das eleições de 2018, mais o ex-presidente Lula vai crescendo e a sua candidatura vai se tornando cada vez mais forte. As mudanças, sociais e econômicas que as gestões do PT implementaram no Brasil não foram esquecidas pela população. Precisamos percorrer todos os estados e mostrar como o País mudou para melhor com Lula”, disse Humberto Costa.

O levantamento do instituo CNT/MDA foi realizado entre 8 a 11 de fevereiro, em 138 municípios, de 25 unidades federativas. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Via: Mario Flavio 

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Humberto Costa volta a fazer críticas à PEC 241

Com base em estudo realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o senador Humberto Costa (PT) declarou no Recife, nesta segunda-feira (17), que a aprovação da PEC 241 porá em risco a continuidade de programas sociais como o Bolsa Família e o Segurança Alimentar. Segundo ele, o governo Michel Temer está apostando num “modelo ultrapassado” de controle das contas públicas, “que amplia as desigualdades e penaliza os mais pobres”.

“Com a aprovação desta PEC, até mesmo o Bolsa Família corre risco de extinção, um projeto que já foi reconhecido pela ONU como exemplo para o mundo de combate e erradicação da pobreza”, acrescentou.

Pelo levantamento do Ipea, a política de assistência social consumiu, só no ano passado, 26% do PIB. Mas essa fatia pode ser reduzida para apenas 0,7% após um período de 20 anos (tempo de vigência da PEC).

Outra questão apontada pelo estudo, disse o senador, é que, diferentemente da saúde e da educação, as áreas da assistência social e previdência não teriam nem um mínimo de repasses garantido pela PEC.

“Toda a área de assistência social corre um risco muito grande, inclusive o próprio BPC, que garante benefícios a deficientes e idosos com renda inferior a R$ 200,00. Estão condenando o país a voltar a um passado de fome e miséria, a cenas como as que a gente jamais pensou em ver de novo”, disse o senador petista.

Aliado do PT no plano local e nacional, o deputado Sílvio Costa (PTdoB) discorda dos argumentos elencados pelo senador. Ele afirma que o que vai garantir a continuidade dos programas sociais é justamente a aprovação da PEC e por esse motivo votou pela sua aprovação na Câmara Federal.