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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Ato em frente à sede do governo de PE cobra ações para combater violência no estado

Foto: Marina Meireles
As 1.522 mortes registradas em Pernambuco entre os meses de janeiro e março de 2017 motivaram a realização de um ato em frente ao Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife, na noite desta quarta (19). Depois de espalhar cruzes pretas pelo chão para lembrar as vítimas de homicídio no estado, manifestantes realizaram performances artísticas para protestar contra o posicionamento do governador Paulo Câmara, que classificou como 'desconfortável' o atual cenário de violência no estado durante entrevista a uma rádio local em fevereiro deste ano.
"Nosso objetivo é chamar a atenção do governador. Não são números, são pessoas. O problema é sério e está sendo tratado com banalidade. A situação nao é desconfortável, é dramática, e as soluções precisam ser elaboradas junto com a sociedade civil, e não a portas fechadas dentro de gabinetes", critica a advogada Liana Cirne, uma das organizadoras do evento.
Pais da fisioterapeuta Mirella Araújo, morta no flat em que morava, também participaram do ato (Foto: Marina Meireles/G1)

Os pais da fisioterapeuta Mirella Araújo, assassinada no flat em que morava no dia 5 de abril, também participaram do ato e, após duas semanas da morte da filha, refletem sobre outros casos semelhantes que não têm resolução. "A dor é muito grande. A gente sabe que muitos casos têm acontecido e ficado no esquecimento, mas quantos casos já aconteceram, continuam a acontecer e ficam no esconderijo?", questiona o pai da vítima.

Mesmo depois de 30 anos do assassinato da morte do pai, Evandro Cavalcante, a servidora pública Andréa Cavalcante compareceu ao ato por não se sentir à vontade com a situação da violência no estado. "A morte dele foi encomendada, não foi fruto de violência gratuita, foi há 30 anos, mas dói ao ponto de me fazer vir aqui para me solidarizar com todas as famílias vítimas de violência", comenta, ao lado da mãe, Jucilete Cavalcante.
Participantes do ato vestiram branco e espalharam cruzes pelo chão das proximidades do Palácio do Campo das Princesas (Foto: Marina Meireles/G1)
Durante o ato, os organizadores leram um manifesto em que citam a morte de Mirella Araújo e a de Edvaldo Alves, baleado durante um protesto contra a violência no município de Itambé, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. O documento foi recebido pelo chefe da Casa Civil, Marcelo Canuto. A manifestação contou ainda com performances teatrais e depoimentos de participantes que tiveram entes perdidos devido à violência.

Procurado pelo G1, o governo de Pernambuco informou que não iria se pronunciar sobre o protesto.

Do G1 Pernambuco

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Agrestina recebe Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência


Exibindo Secretaria da Mulher_Jocelim Valdemar.JPG
Foto: Jocelim Valdemar
As mulheres de Agrestina terão, a partir da próxima segunda-feira (08), mais um aliado para a defesa do gênero. Será inaugurado o Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência Dona Amara, homenageando uma das percussoras da Mazuca, símbolo de Agrestina. O projeto foi disponibilizado através de convênio firmado em 2014 entre a Secretaria da Mulher do Estado de Pernambuco e a Secretaria de Políticas Públicas para a Mulher da Presidência da República.

De acordo com a Norma Técnica de Padronização (SPM:2006), os Centros de Referência de Atendimento à Mulher são espaços de acolhimento e atendimento psicológico e social e de encaminhamento jurídico que devem contribuir para o fortalecimento da mulher e o resgate da cidadania. Para tanto, foram encaminhados à Secretaria de Políticas Públicas para a Mulher de Agrestina equipamentos como notebook, cadeiras, impressora multifuncional, monitor de vídeo, microcomputador, mesa para computador, balcão com duas portas e mesa de reunião. Dessa forma, será montado um espaço dedicado apenas a esta atividade que reforçará os atendimentos assistência jurídica, psicológica e assistência social, já disponibilizados pela Prefeitura.
A secretária da pasta em Agrestina, Edinete Luiz, explica que a mulher pode chegar ao Centro de Referência por vontade própria ou através de encaminhamento de outras repartições (como exemplo Saúde e Ação Social) que identificarem casos de abuso. “Se necessitarem de ‘abrigamento’, elas serão encaminhadas ao Recife com o acompanhamento devido”, completa. A Secretaria da Mulher de Agrestina já funciona com serviços como atendimento psicológico (às terças e quintas), jurídico (de segunda a sexta) e nutricional (às segundas e quintas). O Espaço da Mulher ainda oferece aulas de aeróbica às terças e quintas-feiras, das 17h às 18h, no Mercado Público, com mais de 100 alunas matriculadas.

O CRAMSV Dona Amara funcionará em uma das salas da Secretaria da Mulher, localizada na Rua Coronel Manoel Alves, 100, Centro. O horário de funcionamento será de 7h às 13h e todo o atendimento é gratuito.

DONA AMARA – Dona Amara Maria da Conceição figura como uma das mais antigas dançarinas de Mazuca em Agrestina. O ritmo frenético da dança que parece com o coco embalou a infância da menina que já nasceu após a declaração da Lei Áurea, mas perpetuava as raízes negras da família em forma de passos até os 107 anos de vida. Sempre identificada com as cantigas que embalam a Mazuca, foi exemplo de longevidade e resistência até 2009. Um ano antes, com uma energia que só ela tinha, Dona Amara lançou em 2008 o CD "Mazuca de Agrestina", com 16 faixas, sob o selo Coreto Records e com apoio financeiro da Prefeitura Municipal de Agrestina.
 
Fonte:Edméa Ubirajara/ Por Gleyson José