Mostrando postagens com marcador Bolsonaro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bolsonaro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Nova pesquisa do Ibope mostra Lula em 1º e Bolsonaro em 2º

Pesquisa do Ibope divulgada neste domingo pelo jornal “O Globo” aponta o ex-presidente Lula (PT) liderando a corrida eleitoral para as eleições de 2018. O líder petista aparece em primeiro lugar em todos os cenários, seguido pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) que aparece em segundo.

Lula tem entre 26% e 35% das intenções de voto, ao passo que Bolsonaro tem de 9% a13% quando enfrenta o petista, mas sobe para 15%, empatando com Marina Silva, se o ex-presidente for substituído por Fernando Haddad. A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 deste mês de outubro com 2.002 questionários e sua margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A ex-senadora Marina Silva (Rede) é a terceira colocada em qualquer cenário com Lula, variando de 2% a 8% das intenções de voto, dependendo dos adversários. Na pesquisa espontânea, Lula aparece com 26% das intenções de voto e Bolsonaro com 9%.

Veja os números do Ibope na pesquisa espontânea (em que o eleitor declara espontaneamente o nome do seu candidato):

Lula – 26%
Bolsonaro – 9%
Marina Silva – 2%
Ciro Gomes – 1%
João Doria – 1%
Dilma Rousseff – 1%
Branco/nulo – 26%
Não sabe/não respondeu – 30%

Pesquisa estimulada:

Lula – 35%
Bolsonaro – 13%
Marina Silva – 8%
Geraldo Alckmin (PSDB) – 5%
Luciano Huck (sem partido)- 5%
João Doria (PSDB) – 4%
Ciro Gomes (PDT) – 3%
Álvaro Dias (Podemos)- 2%
Ronaldo Caiado (DEM)- 1%
Chico Alencar (PSOL) – 1%
Henrique Meirelles (PSD) – 0%
João Amoedo (NOVO) – 0%
Branco/nulo – 18%
Não sabe/não respondeu – 5%

Pesquisa sem Lula no páreo:

Bolsonaro – 15%
Marina Silva – 15%
Luciano Huck – 8%
Ciro Gomes – 7%
Geraldo Alckmin – 7%
João Doria – 5%
Álvaro Dias – 3%
Henrique Meirelles – 1%
Fernando Haddad – 1%
Ronaldo Caiado – 1%
Chico Alencar – 1%
João Amoedo – 1%
Branco/Nulo – 28%
Não sabe/não respondeu – 6%.

Do Mario Flávio 

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Justiça condena Bolsonaro por 'quilombolas não servem nem para procriar'

A juíza Frana Elizabeth Mendes condenou o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), em ação civil pública, ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50 mil. O Ministério Público Federal (MPF), no Rio, por meio dos procuradores da República Ana Padilha e Renato Machado, acusou Bolsonaro por danos morais coletivos a comunidades quilombolas e à população negra em geral.

Em 3 de abril, o deputado fez uma palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, na qual, segundo a Procuradoria, "ofendeu e depreciou a população negra e os indivíduos pertencentes às comunidades quilombolas, bem como incitou a discriminação contra esses povos". Na ocasião, o deputado afirmou que visitou uma comunidade quilombola e "o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas". Ainda citando a visita, disse também: "Não fazem nada, eu acho que nem pra procriador servem mais".

Na ação, os procuradores da República sustentaram que Bolsonaro usou informações distorcidas, expressões injuriosas, preconceituosas e discriminatórias com o claro propósito de ofender, ridicularizar, maltratar e desumanizar as comunidades quilombolas e a população negra. O Ministério Público Federal havia pedido R$ 300 mil de danos morais.

No processo, Bolsonaro alegou que a ação se tratava de "demanda com flagrante cunho político", e que suas declarações "são flagrantemente interpretadas de forma tendenciosa e, com um claro intuito de prejudicar sua imagem, e de toda a sua família".

O deputado afirmou ainda que havia sido "convidado pela Hebraica RJ como Deputado Federal para expor as suas ideologias para o público em geral" e que, nesta qualidade, "goza de imunidade parlamentar, sendo inviolável, civil e penalmente, por qualquer de suas opiniões palavras e votos".

Ao condenar Bolsonaro, a juíza afirmou. "Impende ressaltar que, como parlamentar, membro do Poder Legislativo, e sendo uma pessoa de altíssimo conhecimento público em âmbito nacional, o réu tem o dever de assumir uma postura mais respeitosa com relação aos cidadãos e grupos que representa, ou seja, a todos, haja vista que suas atitudes influenciam pessoas, podendo incitar reações exageradas e prejudiciais à coletividade."

Defesa

A assessoria de imprensa de Jair Bolsonaro informou que o deputado "vai recorrer" da condenação.