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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Celulares de 40 milhões de brasileiros poderão ser bloqueados

Cerca de 40 milhões de brasileiros poderão ter seus celulares bloqueados até o fim deste ano. A medida vai atingir quem comprou aparelhos sem certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel, que regula o setor), cujo registro não seja válido. Esse registro, chamado de Imei — sigla em inglês para Identidade Internacional de Equipamento Móvel —, é único para cada aparelho, como o número de chassi de um carro. A medida se estende a outros aparelhos que utilizam chip para se conectar à internet, como laptops, computadores, tablets e babás eletrônicas.

Do Dilson Oliveira

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Manifestantes bloqueiam trechos da BR-232 e da BR-104 em Caruaru

Manifestantes bloquearam trechos da BR-232 e da BR-104 na manhã desta sexta-feira (28) em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-232, sentido São Caetano, manifestantes queimaram pneus na rodovia.

O mesmo aconteceu no início da manhã na BR-104, nas proximidades da 4ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran-PE) em Caruaru. Pontos de bloqueio também foram identificados na zona rural, nas vilas do Rafael e de Lajes.


Avenidas fechadas
As principais ruas e avenidas de Caruaru também foram bloqueadas durante a paralisação. As avenidas Rio Branco e Agamenon Magalhães estão interditadas. Os manifestantes também vão fechar a rua Duque de Caxias na manhã desta sexta.
Manifestantes fecham a BR-104 nas proximidades da Ciretran em Caruaru (Foto: Amanda Dantas/TV Asa Branca)

Caminhada

Após a concentração na Avenida Rio Branco, os manifestantes saíram em passeata por volta de 10h20. Seguiram pela rua Duque de Caxias com palavras de ordem contra as reformas trabalhista e da previdência e o presidente Michel Temer. O destino é o Marco Zero da cidade, eles passam ainda pela Rua 15 de Novembro.
Principais ruas do Centro foram tomadas (Foto: Cadu Oliveira/Divulgação )

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Comitiva de senadores brasileiros é barrada na Venezuela

A delegação, que viajou a bordo de um avião da FAB, é comandada por Aécio Neves / Foto: Pedro França/ Agência Senado

A delegação, que viajou a bordo de um avião da FAB, é comandada por Aécio Neves
Foto: Pedro França/ Agência Senado
O veículo que transporta uma comitiva de senadores brasileiros, que viajaram nesta quinta-feira (18) a Caracas para se reunir com opositores do governo, ficou parado na saída do aeroporto Simón Bolívar por causa de um bloqueio policial em uma estrada próxima
A delegação, que viajou a bordo de um avião da FAB, é comandada por Aécio Neves (PSDB-MG) e pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).
Previamente na saída do aeroporto, o micro-ônibus com os senadores foi cercada por dezenas de partidários do governo, muitos dos quais vestidos de vermelho, que bateram no veículo gritando: "Chávez não morreu, se multiplicou".
Para Aécio, a ação de manifestantes "foi uma agressão". "Nós fomos sitiados e impedidos de cumprir o objetivo da nossa missão. Isto é um claro incidente diplomático, e vamos exigir que a presidente Dilma convoque para consultas o embaixador em Caracas [Ruy Pereira] e tome outras providências cabíveis diante dessa situação lamentável", afirmou.
Já o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) disse que "eles [manifestantes] foram claramente pagos pelo governo".
Após falar ao telefone com os senadores, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que vai cobrar da presidente Dilma Rousseff uma posição de repúdio do governo brasileiro às agressões.
Inicialmente, membros da escolta dos senadores disseram que o bloqueio na estrada se devia ao translado de um prisioneiro extraditado da Colômbia.
Posteriormente, a deputada cassada María Corina Machado informou, pelo Twitter, que os túneis da estrada Caracas-La Guaira, por onde passaria a comitiva, estão passando por limpeza desde a manhã.
Aguardando no estacionamento de um anexo do aeroporto, os parlamentares esperam agora que a embaixada brasileira interceda para a liberação da via.
O senador Cunha Lima criticou a posição do embaixador, Ruy Pereira: "Ele não fez o que se espera de uma assistência institucional. Lavou as mãos".
De acordo com os senadores, a embaixada informou que tentou contato com a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, mas foi comunicada que ela estava em uma reunião de governo - o presidente Nicolás Maduro discursa em cadeia nacional há mais de uma hora.
Para o Aécio, é difícil imaginar que essa situação não seja possível sem a conivência das autoridades locais.
Questionado pela reportagem se ele avalia que a embaixada está fazendo tudo o que pode, o senador mineiro disse que só poderia responder essa pergunta ao final da estada.
Também integram a comitiva José Agripino (DEM), Ronaldo Caiado (DEM), Ricardo Ferraço (PMDB), José Medeiros (PPS) e Sérgio Petecão (PSD).
"Não conseguimos sair do aeroporto. Sitiaram o nosso ônibus, bateram, tentaram quebrá-lo", disse Caiado.
A previsão era de que, após saírem do aeroporto, os senadores seguissem direto até o presídio de Ramo Verde, nos arredores da capital, onde tentariam visitar o opositor Leopoldo López, detido há mais de ano por instigar violentos protestos contra o presidente socialista Nicolás Maduro, em 2014.
Durante a tarde, os senadores planejavam almoçar com representantes da MUD, principal coalizão opositora, e manter reuniões com parentes de estudantes presos por envolvimento nas manifestações do ano passado.
Também estava prevista uma visita ao prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, que está em prisão domiciliar.
A comitiva deveria embarcar de volta ao Brasil na noite desta quinta-feira.
Para se contrapor à presença dos senadores, o governo venezuelano convidou um grupo de brasileiros militantes de esquerda e membros de sindicatos, que cumpre agenda de encontros e aparições na mídia estatal.

Por Folhapress